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Tiago Monteiro esteve na quarta-feira da semana passada presente na capital francesa para assinar um acordo com o Banque BCP, que passa a ser um dos patrocinadores do piloto luso. O LusoJornal falou, em Paris, com o experiente atleta, de 40 anos, que ganhou mais um aliado na corrida ao título da WTCC.

 

Como surgiu esta parceria?

Foi através um contacto que tenho que surgiram as primeiras conversas com a parte marketing do banco. Obviamente que para um piloto é necessário procurar novas parcerias. Eu tenho um contrato com a Honda, mas claro que patrocinadores pessoais são sempre uma mais-valia, porque há sempre oportunidades para divulgar e trabalhar as marcas que represento. Esta parceria encaixa muito bem nas novas campanhas de seguros automóveis que o banco vai lançar já no próximo mês e isso, aliás, calha durante a prova em Vila Real, a etapa portuguesa da WTCC. Chegámos então a um acordo rapidamente. Tenho um grande prazer em representar marcas portuguesas ou franco-portuguesas, devido às minhas ligações com a França, onde vivi durante 12 anos, dos 5 aos 17.

 

Vai haver uma ação em Vila Real, em Portugal?

Sim, vamos convidar as sete melhores filiais do banco com os seus parceiros, quer dizer mais ou menos 14 pessoas. Esses convidados vão poder seguir-me durante todo o fim-de-semana. Eles vão estar alojados num pequeno hotel no Douro, que aliás pertence à minha família que é produtora de vinhos. Vão ter umas condições muito boas com provas de vinhos, com momentos em que vão poder relaxar, mas vão também poder seguir de perto a corrida, visto que vão estar comigo nos “boxes” para seguir os treinos, a qualificação e o decorrer da prova. É como se fizessem parte da equipa. É uma ocasião única porque raramente vão poder estar tão perto duma prova destas. Acho que é uma oportunidade simpática, e que se goste ou não de desporto automóvel, é sempre uma experiência muito diferente e fantástica.

 

Após tantos anos de carreira, ainda tem um grande reconhecimento visto que aparecem sempre novos parceiros?

Para mim vem tudo do “Work Hard, Play Hard” [ndr: Trabalhar forte, jogar duro], porque uma das coisas que é difícil, é chegar ao topo na vertente desportiva, e cheguei por exemplo à Fórmula 1. Mas é ainda mais difícil manter-se no alto nível e isso pouco importa a modalidade. Eu tenho mais orgulho em me ter mantido estes anos todos no topo, algumas vezes até mais do que os resultados que tenho obtido. É muito importante conseguir criar relações com as pessoas, com os meus fãs, com os meus seguidores, com a imprensa, e com os parceiros. Tenho uma empresa alemã que me segue há 17 anos, tenho uma empresa norte-americana que me segue há 8 anos, e algumas outras, quer dizer que estou a fazer alguma coisa de bem (risos). Mas também quero lembrar que não é todos os anos que tenho parceiros novos, e também não quero ter 50 mil porque quero dar a melhor atenção possível a cada um, mas ter um ou dois parceiros novos de dois em três anos, é o ideal porque vamos criar novamente relações com as pessoas. São sempre desafios e gosto de trazer pessoas novas, fora do mundo automóvel por exemplo. É a primeira vez que o banco BCP está ligado ao mundo dos automóveis.

 

Como vai ser visível essa parceria?

O Banque BCP vai ser visível no capacete e no fato de competição pelo menos nesta primeira fase, e depois talvez com algumas campanhas de publicidade, quer sejam a nível interna como externa. Ainda não está tudo finalizado nesse aspeto.

 

Como vê a próxima corrida na Hungria?

Daqui a sensivelmente uma semana, vou para a Hungria para a 3ª etapa do Mundial. Vai ser mais um desafio. Por enquanto, eu estou muito confortável com este início de temporada, que tem sido muito bom, porque estou na liderança, mas sei que rapidamente as coisas mudam. Temos que ter cabeça fria, os pés bem assentes no chão, trabalhar muito, preparar todos os detalhes para que as coisas continuem bem. A Hungria não sei se vai ser uma pista boa para nós, mas, de qualquer forma, vou dar o meu máximo.

 

Como pode analisar o início de época?

Esperava que pudesse ser assim, porque sabíamos que tínhamos feito um bom trabalho durante o inverno. No ano passado foi um bom ano, terminei em 3º lugar do Campeonato, mas faltava alguma coisa. Trabalhámos muito durante o inverno, demos um passo em frente e, nitidamente, estamos melhor, mas ainda não estamos a dominar e não vamos ganhar todas as corridas. Estamos capazes de lutar pelos primeiros lugares. Vai haver fins de semanas bons e outros piores. É importante para mim estar sempre ali nos cinco primeiros lugares e ganhar quando é possível. O meu objetivo é lutar pelo título de Campeão do mundo como fiz no ano passado, mas desta vez tentar ganhar. Para ser Campeão do mundo é preciso estar na equipa certa, no momento certo e ter muita sorte.

 

Tiago Monteiro (Honda) tem atualmente 85 pontos, tendo vencido a corrida principal em Marraquexe, Marrocos, na primeira prova da temporada. De notar que o sueco Thed Björk (Volvo), que ocupa o 2º lugar, com 70 pontos, venceu as duas últimas corridas realizadas em Itália, no Circuito de Monza.

A próxima prova é na Hungria, no dia 14 de maio, no Circuito de Hungaroring.

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