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Sendo o Algarve uma das regiões mais turísticas de Portugal e que tem captado estes últimos anos um interesse crescente da parte dos Franceses, o sul de Portugal estava bem visível no Salão do imobiliário e do turismo português de Paris, com as cores quentes das suas praias e o conforto do seu imobiliário. Desidério Silva, Presidente da Região do turismo do Algarve começou por explicar a sua vinda ao Salão do imobiliário em Paris.

Acompanhado por um conjunto de empresários, de agências imobiliárias que marcaram presença na Porte de Versailles, promoveram e venderam o património do Algarve ao mercado francês com bastante sucesso. Esta já é a terceira vez que Desidério Silva participa ao Salão, e começa a conhecer o público francês, que “muito exigente”, tornou-se um dos clientes mais importantes da região. “A nossa presença aqui no Salão é imprescindível, porque constatámos uma procura muito forte da parte dos Franceses nos últimos anos. O mercado francês é o nosso 5° maior mercado no setor turístico, mas muitas vezes é difícil associar o turismo ao residencial”. O residencial tem tido uma procura muito forte e essa procura faz com que haja duas ofertas: a da hotelaria tradicional e a oferta imobiliária. “Mesmo se muitos turistas vão para os hotéis, alguns acabam por adquirir casa, começam a habitá-la, começam a tirar rendimento desse investimento e vão mais vezes à região. Há aqui uma mais valia, porque vão todo o ano e não só no verão e isso para uma dinâmica regional é muito forte, como utilização da casa por parte do mercado francês”.

Uma clientela média ou com um poder muito forte, “é toda bem-vinda”. Segundo Desidério Silva, só podem apoiar criando as condições de uma oferta de qualidade. Sendo o mercado inglês o mais importante, o francês vem logo em segunda posição em termos do imobiliário. Quanto ao turismo, o mercado inglês mantém-se líder na classificação, em 2° o mercado alemão, em 3° o holandês, em 4° o irlandês e em 5° o francês.

Contudo em novembro passado, Portugal cedeu após duras críticas da parte da Finlândia, e assinou nova convenção com Helsínquia que passa a prever que o fisco finlandês tribute os rendimentos dos seus pensionistas mesmo que estejam a viver em Portugal, ao abrigo do Estatuto de Residente Não-Habitual. Sobre este ponto, Desidério Silva confirmou que foi um “disparate” a aceitação desse revés que aconteceu, porque a Finlândia não é propriamente um mercado muito grande e teme que possa haver na sequência dessa exceção uma cedência em relação ao mercado francês “e isso seria mau” porque “a subida do mercado francês tem a ver com as condições criadas em termos da fiscalidade e das condições para a compra da habitação, são fatores que foram importantíssimos e espero que não haja nenhuma tendência de correção dessas regras, caso isso aconteça o Algarve vai sofrer muito com isso”.

Os Franceses compram casas e apartamentos, há clientes que vão optar por um apartamento tradicional que pode atingir os 150.000 euros, a maioria vai preferir produtos entre os 300.000 e os 500.000 e algumas exceções que procuram a partir de 1 ou 2 milhões de euros. “Depende das localizações. A Quinta do Lago, o Vale do Lobo e Vilamoura que têm associados um conjunto de oferta considerado de luxo, é natural que a imobiliária atinja valores quase proibitivos”. Contudo, precisou que os Franceses não eram fáceis de convencer à primeira vista. “Querem ver muitas vezes, querem perceber, querem comparar e o processo de venda torna-se mais demorado de que com os outros clientes originários de outros países. Atualmente Albufeira, pela sua grande oferta hoteleira, é muito procurado pelos Franceses, mas Lagos ultimamente também está a atrair bastante”.

O Presidente da Região de Turismo do Algarve apontou para uma capacidade ainda maior do Algarve em poder acolher ainda muitos mais investidores e turistas. Começou por recordar que durante um período, houve excesso de oferta. Depois houve um período de crise, em que a procura, mesmo com a oferta, não tinha comercialização. Nos últimos 3 anos, não havendo novas construções e havendo um retomar da condição económica, foi-se gastando muito do produto que estava disponível. “Hoje entramos numa fase de esperar por coisas novas e elas não aparecem assim. Vai haver um novo processo de construção, ou seja as vendas estão à frente da produção. É preciso construir para que depois acompanhe a procura que existe. Há promotores que têm capacidade de resposta mais rápida, é tudo uma questão de escolha”, observou ao LusoJornal.

O Algarve representa quase 40% do turismo nacional. E em 2016, a região contabilizou quase um milhão de dormidas do mercado francês, que equivale a 25% das dormidas. O mercado francês continua a ter uma apetência muito grande pelo Algarve. “Continuamos a receber bem os turistas. Estamos a apoiar na formação da língua francesa, porque o mercado francês está em alta e é natural que os hoteleiros e as agências procuram gente que tenham um conhecimento da língua dos países que procuram a região”, concluiu satisfeito.

 

 

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