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CCPF organizou Semana de imersão linguística para lusodescendentes

A Coordenação das Coletividades Portuguesas de França (CCPF), em parceria com a Coordenação do Ensino Português, organizou uma Semana de imersão linguística com 30 alunos dos 7 aos 11 anos, de 9 a 15 de julho na Quinta da Escola – Centro de Educação Ambiental, em Alvados, na Serra de Aire e Candeeiros.

Segundo Marie-Hélène Euvrard esta experiência única de encontro entre alunos de português vindos de França e alunos de Portugal, “tem como objetivo a prática da língua através de atividades lúdicas e de aventura como jogos em equipa, escalada, tirolesa, arborismo, btt, passeios de burro…”.

29 alunos foram de França e encontraram-se com uma aluna em Portugal com quem praticaram a língua de Camões durante a estadia. A Presidente da CCPF acompanhou os alunos, juntamente com um dos professores de português da região parisiense, Adelino Oliveira de Sousa, o Diretor da Quinta da Escola, Vítor Carreira e “5 Monitores portugueses estiveram em permanência connosco”, sublinhou ao LusoJornal.

A descoberta da riqueza da cultura portuguesa foi também outro objetivo através de visitas a Coimbra (Portugal dos Pequeninos) e do património industrial da região de Alcobaça (visita de uma fábrica de faianças onde os alunos tiveram a oportunidade de pintar uma peça como recordação). “Foram momentos muito fortes, eles adoraram estas experiências, e levaram para casa boas recordações”.

Os alunos tiveram também o prazer de ir à praia de São Martinho e de participar numa atividade de limpeza da praia no âmbito da educação ambiental. Uma oportunidade segundo Marie-Hélène Euvrard para que as crianças tomem consciência da poluição enorme que é deitada no mar e “aprendam a ter comportamentos mais respeitosos do meio ambiente”.

Muitos dos alunos participaram pela segunda vez nesta semana que teve a sua primeira edição no ano passado, durante a primavera. A CCPF espera renovar esta semana linguística com mais alunos no próximo ano, mas aponta para “a altura da primavera” durante a qual o custo dos bilhetes é mais baixo e acessível para os pais. “No ano passado tivemos 60 alunos, este ano apenas metade, mas esperamos que para o ano, mudando de época tenhamos mais êxito”, afirmou otimista.

Marie-Hélène Euvrard confessou estar satisfeita com esta última viagem e que pais e filhos não estiveram em contacto durante a semana. “Apenas enviávamos diariamente algumas fotografias para os pais irem acompanhando as atividades dos filhos”, uma maneira de evitar que uns e outros fiquem perturbados ou com mais saudades ainda do que à partida. “Consideramos que é importante proporcionar a estes alunos experiências de total imersão linguística e cultural para aumentar o seu nível de proficiência e de prestígio da língua e cultura portuguesas. E os pais perceberam bem o interesse na aprendizagem linguística e na própria autonomia das crianças, o que é muito encorajante” acrescentou.

Em França, o ensino da língua portuguesa é feito em contexto exclusivamente formal (na escola) dado que o uso desta língua não é feito fora do espaço de sala de aula, por falta de estímulos para o seu uso em situações do quotidiano. “Apenas 38% das famílias de origem portuguesa afirmam ser o português a língua mais falada em casa”.

Repetir a experiências com alunos a nível nacional será também um dos próximos desafios da CCPF que já começou a entrar em contacto com outras associações, nomeadamente a de Strasbourg.

 

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