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O Evangelho do próximo domingo propõe-nos três parábolas que nos falam do “Reino”. Uma delas é a do trigo e do joio, onde Jesus nos explica que o projeto de Deus não prevê a destruição do pecador ou a segregação dos maus: «disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ ‘Não! – disse Ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa».

É uma parábola que nos recorda que Deus é amor: amor que dá aos homens “todo o tempo do mundo” para crescerem, para descobrirem o Evangelho e para fazerem as suas escolhas.

A paciência de Deus com o joio convida-nos também a rejeitarmos as atitudes de rigidez, de intolerância e de vingança nas nossas relações com os outros. O “senhor” da parábola não aceita a impaciência e o radicalismo dos servos que pretendem “cortar o mal pela raiz”, correndo o risco de serem injustos, de se enganarem, de meterem mal e bem no mesmo saco. A Palavra de Deus convida-nos a moderar a nossa dureza, a nossa intolerância, a nossa intransigência e a contemplar os irmãos (e as suas falhas e defeitos) com os olhos benevolentes, compreensivos e pacientes de Deus.

No mundo dificilmente encontramos o mal puro de um lado e o bem puro do outro. Mal e bem misturam-se na sociedade e no coração de cada um de nós. Dividir os indivíduos em bons (os amigos, aqueles que estão sempre de acordo connosco) e maus (aqueles que nos fazem frente e que não pensam da mesma maneira) é uma atitude simplista, que nos leva frequentemente a assumir atitudes injustas. Saibamos olhar para o mundo e para as pessoas sem preconceitos, com a mesma bondade e tolerância que Deus manifesta face a cada homem e a cada mulher!

P. Carlos Caetano

padrecarloscaetano.blogspot.com

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