Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

Um raio, um acidente ou um pirómano. Independentemente da origem, a história repete-se todos os anos. As nossas florestas ardem e o fogo calcina a paisagem devorando tudo o que lhe aparece à frente!

Foram feitos estudos, fotografando a natureza incendiada, que mostram que Portugal é o país da Europa (proporcionalmente) com mais área ardida. Algo está mal e, teimosamente, continua-se a não querer “ver” a realidade. Distintos representantes políticos insistem em dizer que os pirómanos são os causadores da maioria dos incêndios que acontecem nas nossas florestas. Será que algum deles diz que a maioria dos nossos bosques, montes e florestas estão abandonados e que o mato prolifera por todo o lado? Pois acontece que isto é que é a “pólvora dos pirómanos” vindo depois o calor e os fortes ventos acentuar estes desastres.

Há que implementar rapidamente uma verdadeira política de combate ao fogos, mas antes disso uma política de prevenção… Há que de novo criar equipas de trabalhadores para cuidar das nossas matas durante todo o ano (criando-se também assim novos postos de trabalho) e fazer contra fogos em zonas estratégicas.

Gastam-se agora rios de dinheiro em comissões independentes nomeadas para perceber o que correu mal nos últimos incêndios e prometem-se indemnizações às vítimas… Então não seria melhor que previamente se tivesse investido na prevenção para evitar ou minorar todas estas tragédias?

Alguém me pode explicar (e peço encarecidamente), porque razão o Governo português não tem aviões de combate aos fogos florestais? Há (ou houve) dinheiro para estádios que agora “estão às moscas”, há dinheiro (ou houve) para fazer 2 auto-estradas paralelas (caso Porto-Lisboa) e cabe lá na cabeça de alguém que tenhamos que pedir (emprestados) ao estrangeiro aviões de combate aos fogos quando estas tragédias acontecem? Até da vizinha Galiza vieram…

Será que o Estado não tem dinheiro para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? Mas isto cabe na cabeça de alguém? Mas porque raio de razão se não adquirem estes aparelhos? Digam-me por favor…

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas continuam a encomendar helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer, ou seja:

Assumir diretamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar;

Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o verão, em ações de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são ações pontuais de vigilância e combate às chamas);

Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efetivamente os infratores;

Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei;

Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível;

E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios…!

Enfim (e para terminar), gastam-se atualmente por ano 40 milhões de euros em sistemas de comunicação que não funcionam corretamente…

Mas onde é que se já viu isto? (Num país minimamente civilizado)?

Isto “põe-me” fora de mim…

O verão ainda vai a meio… e pelos vistos o calor vai continuar (se não se acentuar mesmo…). Para escaparmos a este inferno, pelos vistos aquilo que nos resta é… rezar!

 

 

 

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 8 Votos
6.4