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O Ministério Público acusou três pessoas e uma empresa de, em 2013, angariar trabalhadores da construção civil para França, com promessas de salários “apetecíveis” e despesas incluídas, mas colocaram-nos em condições “indignas”, referiu a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Na sua página oficial, a Procuradoria salienta que os três arguidos, dois homens e uma mulher, e a firma estão acusados de oito crimes de tráfico de pessoas, em concurso aparente com a prática de oito crimes de burla relativa a trabalho ou emprego.

Segundo a acusação, cita na nota, os donos da empresa, juntamente com uma terceira pessoa, decidiram, no âmbito da sua atividade económica e comercial, angariar trabalhadores da construção civil para obras que decorriam em Paris, França, e publicitaram esta sua intenção.

Após serem contactados por vários trabalhadores, os arguidos, “logrando convencê-los a aceitar” a proposta, ofereceram-lhe viagens, estadia e alimentação paga e salários que variavam entre os 1.200 e 2.500 euros, consoante a função desempenhada, sustenta.

Na concretização do seu desígnio, os suspeitos transportaram para França oito trabalhadores, três a 23 de julho e cinco a 04 de agosto de 2013, mas, ao contrário do prometido, não lhes pagaram integralmente os salários, deixando em falta cerca de 10.801 euros, nem providenciaram alimentação e habitação, “deixando-os por largos períodos à sua sorte, sem dinheiro ou em condições indignas”, frisa a acusação.

 

 

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