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Das três parábolas que escutaremos no próximo domingo, a última (a da rede e dos peixes) propõe uma lição semelhante à da parábola do domingo passado, do trigo e do joio: ela diz-nos que o Reino não é um condomínio fechado, onde só há gente escolhida e santa, mas é uma realidade onde o mal e o bem crescem simultaneamente («o reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes»). Diz-nos também que Deus não quer condenar ou destruir o pecador. Por isso, dá ao homem o tempo necessário para amadurecer as suas opções e para fazer as suas escolhas.

Por sua vez, a primeira e a segunda (as parábolas do tesouro e da pérola) falam-nos da experiência de encontrar algo tão precioso, que a própria vida é radicalmente transformada por essa descoberta: um homem encontra um tesouro enquanto está a cavar, cobre de novo tudo e compra esse terreno… um negociante descobre uma pérola tão rara que decide vender tudo o que tem para a adquirir…

Em ambas as parábolas a ideia de fundo é a mesma: a vida é uma autêntica “caça ao tesouro”, onde procuramos felicidade. Jesus garante-nos que apenas Deus pode apaziguar completamente essa nossa sede. No entanto, há uma lição a aprender: quem escolher o Reino (o tesouro!) não poderá “agradar a Deus e ao diabo” e pactuar com realidades que mutuamente se excluem, mas terá de ter como prioridade o Evangelho. Tudo o resto será colocado em segundo plano, pois o Caminho que Deus nos propõe merece o melhor de nós mesmos, das nossas forças e do nosso tempo. A alternativa significa arriscar a perda do tesouro, ou seja, viver uma vida incoerente, superficial e ambígua. E quem poderia ser feliz com uma vida assim?

P. Carlos Caetano

padrecarloscaetano.blogspot.com

 

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