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Vou falar um pouco de Portugal. Daquele jardim verdejante de antigamente.

Pergunto a mim mesmo como é possível haver tantos incêncios espalhados por todo o país – podendo-se dizer, espalhados por todo o mundo. E ao mesmo tempo perguntar onde está o interesse ou a vingança.

Não haverá a possibilidade de encontrar uma mão milagrosa que consiga parar esta infelicidade tão destruidora, que leva vidas, que deixa famílias destruídas e na miséria?

Emigrei para França em 1956, com 22 anos de idade, e apenas assisti a dois incêndios na minha região antes de emigrar. Um talvez fosse por falta de atenção do senhor que se ocupava da destilaria de resina na fábrica onde eu trabalhava.

Desde muito novo, gostava de ler um jornal chamado O Século e era raríssimo encontrar uma notícia a falar de um incêndio na floresta.

E se por acaso acontecia, em pouco tempo era circunscrito, mesmo com o pouco material que havia na época.

Hoje, com material mais sofisticado, e com mais rapidez, o fogo queima continuadamente, fugindo às mãos dos pobres bombeiros, que à força de cansaço, não o conseguem parar, mesmo ao risco da sua própria vida.

Diz-se que a floresta não está limpa, que o mato e outras vegetações continuam a crescer, sem os proprietários se ocuparem, o que também é provável – mas a falta de mão de obra é uma realidade -, e também há a negligência.

Mas serão só estas coisas que darão este resultado?

Não haverá uma mão criminosa escondida, que ajuda a esta infelicidade tão destruidora?

Ou será que da liberdade tão desejada – e algumas pessoas, infelizmente, não a sabem saborear, continuando numa ideia devastadora, não vendo o mal que estão a fazer, nem pensando que a liberdade é um privilégio na vida que devemos guardar e respeitar, para que os próximos que nos vêm substituir, possam gozar dessa liberdade que nós tanto desejamos e adquirimos.

Pensem que o oxigénio da floresta é o pulmão da saúde. Que aqueles que vierem atrás de nós também precisam desse oxigénio para viverem e terem uma vida saudável.

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