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A Associação dos emigrantes lesados do BES, AMELP, anunciou hoje ter chegado a acordo com o Novo Banco para a resolução do problema que os opunha a esta instituição bancária.

O anuncio foi feito ontem à noite, depois de mais uma reunião em Lisboa entre a AMELP, o Novo Banco e o Governo português. A reunião teve lugar às 18h00 na sede do Novo Banco, em Lisboa, na presença do Presidente daquela instituição bancária, António Ramalho.

O Primeiro Ministro António Costa esteve representado nesta reunião por Mariana Melo Egídio.

Por parte da AMELP, para além dos participantes habituais, Luís Marques, Helena Batista, João Moreira e do advogado Nuno da Silva Vieira, participaram também os associados da AMELP Carlos dos Santos, Filomena André Martins, José Miguel Martins Dias e Lino Batista, “uma vez que são detentores de produtos que não tiveram qualquer proposta desde 2015, Euro Aforro 10 e EG Premium”.

Num comunicado enviado às redações, os dirigentes da AMELP lê-se que “é com grande satisfação que vos informamos ter chegado a um entendimento com o Novo Banco e com o Governo para recuperação do nosso dinheiro”.

Segundo a AMELP, relativamente aos produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7, “foi acertada a recuperação de 75% do capital, em dinheiro, num prazo médio de 3 anos”. Relativamente os produtos Euro Aforro 10 e EG Premium, o Novo Banco e o Governo garantiram que também haverá solução. “A boa fé desta garantia assenta na permissão de a tornar pública” dizem em comunicado.

Entre os dias 11 e 28 de agosto os emigrantes serão chamados ao Novo Banco para aceitação das propostas, “num processo totalmente acompanhado pela a AMELP e coordenado pelo Dr. Nuno da Silva Vieira e pela Dra. Inês Dias do Novo Banco”. A AMELP considera esta convocação dos lesados às agências como “honesto, verdadeiro e necessário”. E afirma que “quem não aceitar a solução entre os dias 11 e 28 de agosto, corre o risco de ficar de fora”.

No caso do Euro Aforro 10, “os associados devem aderir ao chamamento pois, em princípio, poderão receber, já em outubro, um primeiro depósito parcial (cerca de 15%), correspondente a valores que o Novo Banco encontrou disponíveis no veículo” diz o comunicado da AMELP. “A isto acresce o facto de estar a correr as reclamações de créditos junto da Comissão Liquidatária do Banco Espírito Santo. Se os emigrantes vierem a ser considerados ‘credores comuns do BES’ podem ter direito a 31,7% do capital, a ser pago pelo Fundo de Resolução. Estes 31,7% poderiam garantir um acrescento extraordinário e um grande sucesso para a nossa luta, com uma recuperação total para a maior parte dos produtos. Desde Março que a estratégia negocial e jurídica da AMELP passa pela recuperação destes 31,7%”.

Em resumo do comunicado da associação dos lesados, “a AMELP, o Governo e o Novo Banco entenderam-se no sentido de ser encontrada uma solução para todos”.

A contrapartida é que a AMELP deverá desistir das ações judiciais contra o Novo Banco, “tema que trataremos no futuro”.

Parece pois que está a chegar ao fim uma luta de vários anos, com dezenas de manifestações, sobretudo em Paris e em Portugal.

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