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A estreia de Neymar, avançado brasileiro do PSG, poderá acontecer neste domingo 13 de agosto durante o jogo que vai opor o Paris Saint Germain à equipa do Guingamp, no Estádio Roudourou, no Oeste da França.

Recorde-se que na primeira jornada, o Paris Saint Germain venceu por 2-0 o Amiens, no Parque dos Príncipes, na capital gaulesa, com golos apontados pelo avançado uruguaio Edinson Cavani e o médio argentino Javier Pastore.

Um jogo que não contou com Neymar. O avançado brasileiro de 25 anos é a maior transferência do futebol mundial, deixando o FC Barcelona para o PSG a troco de 222 milhões de euros.

O LusoJornal falou com Daniel Alves, o outro reforço parisiense e amigo de Neymar, no fim do encontro do Amiens, e já se antevia essa estreia com a camisola parisiense.

 

Vai haver pressão para o Neymar na sua estreia?

É um nome muito grande, é um jogador muito grande, e a história que vem fazendo é muito grande. É inevitável criar estas expetativas em torno dele. A grandeza dele traz tudo isso atrás. Perguntaram-me se havia pressão? Eu digo que a pressão é o que a gente gosta, e o que nos move. Quando tem pressão, você está desperto, quando não tem pressão, está relaxado. Na vida você não pode relaxar. Você tem que se reinventar cada ano que passa, em cada lugar que você vai. Você tem que se reinventar para poder seguir melhorando como pessoa e como profissional.

 

Como vê a chegada de Neymar ao Paris Saint Germain?

Há expetativa pelo seu nome, pelo futebol que pratica e pela vontade que tem de comer o mundo. É evidente que você dá um passo de gigante quando tem um jogador desse nível para poder competir com as outras equipas. Acredito que vai dar um salto de qualidade a esta equipa, vai dar um salto de qualidade a este clube, e nós por tê-lo ao nosso lado, estamos bastante felizes.

 

Como foi recebido o Neymar pela equipa?

Aqui o grupo é muito bom. As pessoas são próximas. Isso facilita muito a adaptação e facilita um pouco o entrosamento. Acredito que ele está bastante feliz. Eles receberam-no de braços abertos e nós também, nós que estamos mais próximos que já o conhecemos e sabemos como ele funciona. Penso que veio para o lugar certo, na hora certa.

 

Foi uma surpresa para si a saída dele do Barcelona?

Não é surpresa porque as pessoas querem viver outras coisas. O mundo não se resume ao Barcelona. Resume-se nos clubes espanhóis porque a imprensa pensa que ali é o fim do mundo, e não é. Acredito que tem vida em outros lugares, tem desafios em outros lugares e tem futebol em outros lugares.

 

Então o mundo começa e acaba em Paris agora?

O mundo começa aqui? Não sei. Mas vamos fazer o nosso mundo aqui, sem dúvida nenhuma, como, eu particularmente, fiz na Juventus. Eu acredito que temos uma coisa aqui por dentro que é a competição, é sentir essa profissão de uma maneira muito especial. Por isso a gente ganha, por isso a gente consegue objetivos porque somos profissionais e vivimos essa profissão de uma maneira diferente do que as pessoas pensam. As pessoas pensam que nós mudamos de clube por causa do dinheiro ou por causa dos benefícios. Mas acho que benefícios podemos ter em qualquer lugar. O desafio é mais forte e penso que poucas pessoas saem da zona de conforto. Nós somos brasileiros. Brasileiro nunca está confortado.

 

Falou com ele, antes de ele escolher o PSG?

Eu conversei com ele sobre a possibilidade de eu vir para aqui e ele recomendou-me de vir para aqui. Ele é que me indicou o clube. Ele sabia que eu queria sair da Juventus e eu acredito que ele estava a pensar em tomar a posição de vir para cá. Eu estou feliz por tê-lo aqui.

 

E como podemos explicar a escolha do PSG para o Daniel Alves?

Foi um pouco de tudo. Primeiro a família porque, quando eu fui para a Juventus eu tomei essa decisão sozinho sem consultar ninguém e no final para a minha família e para a minha esposa foi um pouco prejudiciável ao nível do trabalho. Como ela nunca tinha vivido aqui e como gosta da cidade, e tem um clube aqui que aspira a muitas coisas. Eu convido as pessoas a conhecerem o projeto que tem o Paris Saint Germain. As pessoas que fazem parte deste clube querem fazê-lo evoluir para que não se venha para Paris porque se quer morar em Paris. Quero que esta equipa almeja coisas grandes e isso para a gente é motivador, por isso tomei a decisão de vir para cá, porque dinheiro há em todos os lugares.

 

O que nos pode dizer do nível do Campeonato Francês?

Eu acredito que é uma liga muito competitiva, uma liga muito forte, onde tem equipas que competem muito bem. Os campeonatos não se podem limitar aos grandes clubes até mesmo porque depois vão ter de se enfrentar na Liga dos Campeões. Não é pelo nome, não é pelos jogadores que você tem que você vai ser campeão, tanto é que o Paris Saint Germain tinha nome, tinha uma grande equipa e não é o atual campeão deste campeonato. Isso mostra que há um equilíbrio.

 

O primeiro jogo correu bem com uma vitória por 2-0 frente ao Amiens?

Feliz por ter ajudado a equipa a ganhar. Feliz por colher o que a gente planta toda a semana, que é bastante trabalho. Começar bem é agradável e dá sempre uma confiança a mais para seguir o caminho.

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