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Faleceu esta tarde, no norte da França, onde morava, vítima de doença prolongada, Afonso da Silva Maia, um historiador erudito da participação dos Portugueses na I Guerra Mundial.

Afonso da Silva Maia era da freguesia de  Vilela, concelho de Paredes e teria tido uma vida “normal” se não tivesse descoberto que o avô tinha participado na I Guerra Mundial e tinha estado, com o Corpo Expedicionário Português, na localidade mesmo onde ele decidiu morar.

A vida de Afonso Maia mudou radicalmente nesse dia. Começou por colecionar objetos da I Guerra Mundial e sobretudo ler tudo o que existia sobre o Corpo Expedicionário Português.

Dedicou a segunda metade da sua vida a este assunto e deixa agora uma coleção impressionante de livros, mapas, fotografias e demais objetos.

A partir das fotografias de guerra tiradas por Garcez, Afonso da Silva Maia tentava identificar os lugares onde essas fotografias tinham sido tiradas para comparar com esses mesmos locais um século mais tarde.

Foi “conselheiro” em muitas reportagens para televisão sobre a participação dos Portugueses na I Guerra Mundial e ajudou muitas famílias a reconstituirem os percursos militares dos seus antepassados. Membro de vários fóruns de discussão sobre estas matérias, mostrou ser conhecedor do assunto.

Mas sempre foi “homem da retaguarda” como costumava dizer.

Deixou vários trabalhos em curso. Um deles é a tradução para francês do diário do General Talamagni, que comandou as tropas portuguesas na sua campanha em França. Outra é um filme documentário sobre o que resta hoje dessa participação portuguesa na I Guerra Mundial.

Recentemente, quando compreendeu que já não podia explorar mais o vasto espólio que detém, procurava a quem o doar.

Todos quantos estudaram, de perto ou de longe a participação portuguesa na I Guerra Mundial, respeitarão a sua ausência.

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