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França é um mercado estratégico que os empresários do Douro e Trás-os-Montes estão a explorar para concretizar negócios, quer para a venda de vinhos ou produtos alimentares ou através da captação de mais turistas para este território.

No navio-escola Sagres, que esteve atracado na cidade de Le Havre, decorreu uma ação de promoção do interior de Portugal, organizada pela Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR).

A bordo juntaram-se empresários durienses e transmontanos, que se dedicam às áreas dos vinhos, dos produtos alimentares, do turismo e transportes e, ainda, operadores turísticos franceses. “O mercado francês assume-se cada vez mais como um mercado de vanguarda e onde se converge, de uma forma feliz, quer o recurso vinho como o turismo”, afirmou o dirigente da AETUR, Alberto Tapada, durante o evento.

O responsável salientou que a França se está a assumir como um dos primeiros mercados “emissores de turistas para Portugal” e elencou ainda o aumento do investimento francês em Portugal.

Alberto Tapada defendeu, no entanto, que é preciso “melhorar o desempenho ao nível da promoção externa” e “dar a conhecer cada vez os territórios do interior. “Temos que fazer com que os fluxos, que chegam a Lisboa mas sobretudo ao Porto, penetrem no Douro e em Trás-os-Montes e tenham um papel relevante na economia do interior”, frisou.

Ou seja, é preciso dar a conhecer um outro Portugal, para além do sol e praia. ”E é esse aspeto, do outro país para além do mercado de sol e praia, que nós aqui trazemos, da cultura, gastronomia e vinhos, da hospitalidade, da paisagem e da natureza”, sustentou.

Cláudia Ferreira, representante da Quinta do Vallado, no Peso da Régua, trouxe os vinhos, os azeites e a oferta de enoturismo e veio à procura de parceiros de negócio. “Já começamos a receber imensos franceses, que conhecem os vinhos e agora descobrem o nosso enoturismo. O francês é um mercado a crescer. Nota-se que eles começam pelo Porto e vão subindo ao Douro”, salientou.

Marie Pierre trabalha numa agência de viagens em Le Havre e referiu que já são muitos os turistas franceses que viajam à descoberta de Portugal. “Os franceses conhecem Lisboa e estão agora a descobrir o Douro. É uma região muito bonita”, frisou.

Grande parte dos visitantes francófonos que sobe do Porto ao Douro viaja nos barcos-hotéis explorados pelo operador francês Croisieurope.

A transportadora Rodonorte, de Vila Real, já trabalha com esta empresa francesa, transportando os passageiros fluviais até vários pontos da região Norte, mas procura agora novos parceiros de negócio. “Estamos à procura de outros operadores que tenham interesse em visitar o nosso território, neste caso Trás-os-Montes e o Douro. Procuramos novas formas de diversificar o nosso negócio”, afirmou o responsável pela empresa de transporte de passageiros.

Jorge Santos referiu que o objetivo da Rodonorte é “fazer parte das soluções de mobilidade dos turistas que viajam até Portugal”.

Carlos Vinhas Pereira, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco Portuguesa (CCIFP), frisou que a relação entre Portugal e a França vai “de vento em popa”.

“Podemos hoje dizer realmente que o turismo, a gastronomia, nem vou falar de futebol, mas tudo o que é de Portugal está no top. Por isso é que temos que fazer este tipo de iniciativas”, salientou o responsável.

Carlos Vinhas Pereira lembrou que, para além dos muitos turistas franceses que já visitam Portugal, atualmente há também “cerca de 38.000 reformados” deste país que estão a viver permanentemente em Portugal.

Em Le Havre, a AETUR realizou a última ação promocional do projeto “O Douro à volta do mundo – Magellan World”, que resultou de uma candidatura ao Programa Norte 2020.

Trata-se de um projeto de internacionalização, que apanhou a boleia do navegador Fernão de Magalhães para promover o turismo, os vinhos e a cultura da região duriense.

 

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