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Inaugurada a exposição de José Marreiro em Lille

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O artista José Marreiro inaugurou este sábado uma exposição de pintura na Mairie Anexe de Lille Centre, precisamente no espaço onde está a Maison des Consuls e onde funciona a antena do Consulado Geral de Portugal em Paris.

Na inauguração estava presente o artista, o Maire Adjoint com o pelouro do bairro Centro de Lille, Franck Hanoh, o Cônsul Honorário de Portugal Bruno Cavaco e António Marrucho, Diretor do Banque BCP em Lille e organizador do evento.

«Este lugar é importante porque para além de ser uma Mairie, é também o lugar onde está a Permanência consular de Portugal» explica António Marrucho ao LusoJornal. «Praticamente todos os países europeus têm uma representação consular em Lille» diz por seu lado Franck Hanoh. «Aqui está o Consulado da Suécia, Senegal, Lituânia, Estónia, Bélgica, Mónaco, Portugal,…»

«Um dia tive de vir aqui e vi, por acaso, uma exposição de uma artista portuguesa, Gilda Martins, uma pintora que pratica a arte-terapia para ajudar as pessoas a ultrapassar problemas de saúde» explica António Marrucho. «Fiz a proposta à responsável desta Mairie de Quartier que respondeu favoravelmente».

António Marrucho ainda pensou numa exposição com colecionadores da I Guerra Mundial, ou uma exposição de fotografias de Jacques Blanchard, mas o fotógrafo queria absolutamente expôr 315 fotos «e era demasiado para este espaço».

António Marrucho conheceu José Marreiro graças ao LusoJornal e fez a proposta ao Comité Portugal-Hauts de France. «É bom a gente se reunir e lançar ideias, mas também é bom fazer coisas, concretizar. Surgiram algumas barreiras, mas eu não desisti».

O público presente na inauguração era essencialmente francês. «Gostaria que estivesse aqui mais gente portuguesa» lamenta António Marrucho.

Mas o Cônsul Honorário, diz que «Portugal está na moda, o que explica o tipo de público que está aqui». Uma nova linha aérea entre Lille e Faro foi inaugurada e Bruno Cavaco diz que era importante ter aqui precisamente um pintor que é originário do Algarve.

José Marreiro não pinta só Portugal, mas é o tema «do coração». Mas «Portugal é tão bonito, há tanta coisa para ver e pode ser representada através do que nós vemos, do que nós sentimos, do que nos lembramos…».

Pinta lugares que conhece, gente que conhece, «tenho quadros onde está a minha família, eu, a minha irmã, a minha sobrinha, a minha mãe,…»

Como utiliza várias técnicas «quando abordo um assunto, vejo logo qual das três técnicas vou utilizar» diz ao LusoJornal.

Aliás, no próximo dia 22 de outubro, vai publicar na revista «Plaisirs de Peindre» o mesmo tema, pintado com as três técnicas diferentes: pastel, aguarela e óleo.

Faz uma pintura realista, mas o que lhe interessa mais, é trabalhar a luz.

Mas José Marreiro também é poeta. Por isso, cada quadro é ilustrado com um poema. «A minha poesia é muito da minha tristeza» confessa ao LusoJornal. «Tristeza de não viver lá, do meu avô que eu amava, tristeza de saber que o sítio onde plantei as minhas raízes, não ser o mesmo onde eu tenho as minhas raízes. Isso provoca conflitos, sempre difíceis a gerir. Têm de ser feitos compromissos».

No final da inauguração atuou o grupo «Sol do Portugal», criado há dois anos, e nasceu dos Aljustrelenses de Hem.

 

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