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A Associação Empresarial de Portugal (AEP) assinou ontem um protocolo com a agência Lusa para promoção do projeto “Regresso de uma geração”, que visa o retorno de “muitos milhares” de jovens emigrantes qualificados para criarem negócios ou integrarem empresas.

Em declarações à Lusa, o Presidente da Fundação AEP, Paulo Nunes de Almeida, explicou que a iniciativa se dirige a “jovens altamente qualificados”, com licenciaturas, mestrados e doutoramentos, considerando tratar-se de um “projeto estruturante para o país tendo em conta não só os problemas demográficos […] que se vão acentuar no futuro, mas também porque hoje há falta de jovens qualificados”.

Esta falta de jovens qualificados verifica-se “não só para o início de novos negócios, inovadores e em áreas de futuro”, mas também em “empresas portuguesas que hoje também já perceberam que é através da inovação e dos recursos humanos qualificados que podem competir no mercado global”, observou Paulo Nunes de Almeida.

No âmbito do projeto “Regresso de uma geração”, a AEP irá dar apoio à criação de novos negócios e facilitar o encontro entre empresas portuguesas a necessitar destes recursos humanos e de jovens que as queiram integrar; enquanto a Lusa fica com a missão de divulgar o projeto.

A fundação vai ter em funcionamento, no final deste mês, uma plataforma ‘online’ com ofertas para ambos os casos.

Questionado pela Lusa sobre o número de jovens a abranger neste projeto, Paulo Nunes de Almeida falou em “muitos milhares que vão regressar”.

 

70% dos jovens qualificados querem regressar

Um inquérito realizado pela Universidade Coimbra no âmbito do projeto Empreender 2020 da AEP, conhecido em maio passado, revela que 70% dos jovens portugueses qualificados e emigrados nos últimos anos querem regressar ao país, sendo a saudade dos familiares e dos amigos o principal motivo.

Questionados sobre o desejo de investir em Portugal, 53% responderam afirmativamente e 47% negativamente, sendo que a maioria que pretende ter um negócio apenas pensa nisso daqui a mais de cinco anos.

Por seu lado, 30% dos jovens qualificados emigrados dizem não pretender voltar.

Mais de metade dos 1.140 inquiridos tem até 34 anos e 85% dos entrevistados possui pelo menos licenciatura.

O protocolo assinado com a Lusa, na sua sede em Lisboa, tem o intuito de divulgar o projeto da AEP, através de notícias feitas pelos jornalistas da maior agência de notícias de língua portuguesa junto de emigrantes em todo o mundo.

A Presidente do Conselho de Administração da Lusa, Teresa Marques, frisou que, estando a agência “espalhada pelo mundo inteiro, pode claramente contribuir”, prestando também serviço público.

Teresa Marques sublinhou que o papel da Lusa é promover um “juntar de vontades”, mas vincou que a agência “não vai fugir” do seu ADN, razão pela qual “os critérios jornalísticos [na redação das notícias] são os critérios definidos pelas áreas editoriais”.

Além da Lusa, a AEP já assinou Protocolos com as Secretarias de Estado das Comunidades Portuguesas e da Internacionalização e com o Alto Comissariado para as Migrações e vai ainda celebrar acordos com os municípios da Figueira da Foz, Santa Maria da Feira, Arcos de Valdevez, Anadia, Vila do Conde, Fundão e de Alenquer.

O Reino Unido é o país que acolhe mais portugueses qualificados, seguido da Alemanha, França, Holanda e Suíça, tendo o pico da emigração sido em 2012.

 

Fidelidade

 

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