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No Evangelho do próximo domingo, dia 17, seremos convidados a meditar a famosa resposta dada por Jesus a Pedro, quando este lhe perguntou se devemos perdoar sete vezes a quem nos ofende:

«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».

Obviamente, a vontade de Deus não é que façamos as contas e que assinalemos, como limite do perdão, quatrocentas e noventa ofensas. O que Cristo nos quer dizer é que devemos perdoar sempre!

No entanto, todos nós sabemos que perdoar uma só vez já é bastante complicado…

Como podemos desculpar alguém que, várias vezes, nos feriu, ofendeu ou traiu a nossa confiança?

Aos nossos olhos, Pedro já faz uma grande coisa quando fala em perdoar sete vezes. Ainda assim, Jesus diz-nos que somos salvos na medida em que doamos salvação aos outros; diz-nos que somos perdoados «assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».

Contudo, já dizia a minha mãe: «Deus quer que os seus filhos sejam bons, mas não parvos». E se alguém nos enganou, não devemos deixar que esse engano se repita.

“Perdoar sempre” não significa viver numa ingenuidade pateta ou deixar-se manipular pelas falsas desculpas de quem vive para ofender. “Perdoar” é não permitir que o rancor e o ódio envenenem a nossa vida. É pedir a Deus que nos ajude a ser sinal do Seu amor e isso também implica rezar por todos, até por aqueles que nos fizeram mal… Para que também eles possam converter-se e encontrar a estrada que conduz à Salvação.

 

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