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Como nos sentiríamos se tivéssemos vindimado um dia inteiro ao Sol e víssemos outros, que apenas trabalharam uma horinha, receberem um salário igual ao nosso? Provavelmente ficávamos de mau humor e até nos sentíamos um pouco injustiçados. Pois bem, no próximo domingo dia 24, escutaremos na missa o que Jesus tem a dizer sobre esta situação e, provavelmente, ficaremos bem surpreendidos com o que Ele diz: «Se o patrão não faltou à palavra com o que vos prometeu, que vos importa se depois decide ser generoso com os outros?».

Com esta parábola da vinha, Jesus quer mostrar-nos a nova lógica do Reino de Deus e, para sublinhar o quanto ela é diferente da lógica dos homens, ainda acrescenta: «os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

Quem trabalha na vinha (no Reino, na Igreja…) não pode invejar os trabalhadores da última hora! Não pode pensar assim: «se eu soubesse, também só aparecia no final do dia». Isso seria sermos hipócritas, pois um cristão não pode secretamente cobiçar uma vida sem Deus. Ou será que a nossa fé é apenas um peso necessário, que suportamos com fadiga, para que o paraíso não nos escape? Que coisa tão triste…

Trabalhar na vinha do Senhor é um projeto exigente (sem dúvida!) mas é um compromisso que enche o coração, transforma a própria mente e dá sentido às nossas vidas. E quando alguém descobre a beleza da vocação cristã (mesmo que seja à última hora…) não podemos não nos alegrar. É como diz a nossa gente: mais vale tarde que nunca.

 

 

 

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