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Carlos da Silva falhou este domingo a eleição para o Senado francês. A lista «L’Essonne avant tout» do Partido Socialista, que liderou, sofreu uma estrondosa derrota, não indo além de 185 votos (7,75%) em 2.540 Grandes Eleitores.

A lista Les Républicains conseguiu eleger dois Senadores – Laure Darcos e Jean-Raymond Hugonet -, a lista da UDI elegeu também dois Senadores – Vincent Delahaye e Jocelyne Guidez – e a lista «Divers Gauche» elegeu Olivier Leonhardt.

Das 10 listas concorrentes, as duas listas da Direita – LR e UDI – obtiveram mais de 50% dos votos. A lista socialista não foi além do 6° lugar.

Depois de agradecer àqueles que votaram pela lista «L’Essonne avant tout» e de felicitar os 5 Senadores eleitos na Essonne, Carlos da Silva diz «lamentar profundamente» esta derrota, argumentando que «o Parlamento necessita de vozes da Esquerda, hoje mais do que nunca».

«Carreguei, com grande lucidez, os erros cometidos, o balanço do mantado presidencial anterior. Sabemos que é impopular, mas decidimos levar esta batalha pelo Partido Socialista e pelos seus militantes» disse Carlos da Silva. «Neste momento, temos de constatar a perda de confiança na nossa organização, tal como ela existe atualmente».

Carlos da Silva vem de longe. Desde a sua juventude que milita no Partido Socialista e tentou, sem conseguir, por várias vezes, ser Maire de Corbeil-Essonnes.

Aliado de Manuel Valls, participaram juntos em várias lutas, até que Carlos da Silva entrou na Assembleia Nacional francesa quando Manuel Valls subiu a Ministro e depois a Primeiro-Ministro.

Carlos da Silva era o suplente de Manuel Valls e acabou por ser Deputado praticamente durante toda a legislatura anterior.

Mas durante as eleições Presidenciais, Manuel Valls apelou ao voto em Emmanuel Macron, enquanto Carlos da Silva se manteve fiel ao Partido Socialista.

Carlos da Silva e Manuel Valls teriam combinado há muitos meses que o jovem português seria candidato a Senador, mas Manuel Valls acabou por mudar de ideias e, segundo a imprensa local, os dois homens praticamente já não se falam.

Por isso, para comentar a sua derrota, Carlos da Silva fala de «compromissos traídos de alguns eleitos, que nos fragilizaram coletivamente». E acusa Manuel Valls por não haver atualmente «nenhum parlamentar da Esquerda no Essonne. É um erro histórico».

«Nós queriamos a união e o diálogo à Esquerda. O resultado desta noite mostra que a divisão e as aventuras pessoais foram mais fortes do que o espírito de união que nos motivou até ao fim».

A mensagem foi clara e não deixa prever que os dois amigos de longa data se possam reconciliar nos próximos tempos.

Para já, Carlos da Silva afirma que vai continuar a sua militância no Partido Socialista e que pretende participar ao «renascimento» do PS.

 

 

Resultados no Essonne

 

«Libres et indépendants pour l’Essonne

Lista da Union Démocrates et Indépendants

728 votos / 30.51%

 

«Engagés pour l’Essonne»

Lista Les Républicains

494 votos / 20.7%

 

«L’Essonne qui se bat!»

Lista Diversa Esquerda

272 votos / 11.4%

 

«Pour nous c’est simple, c’est la gauche rassemblée»

Lista Diversa Esquerda

213 votos / 8.93%

 

«L’Essonne en marche!»

Lista La République en Marche

191 votos / 8.01%

 

«L’Essonne avant tout»

Lista do Partido Socialista

185 votos / 7.75%

 

«Défendre ceux qui font l’Essonne»

Lista Diversa Direita

130 votos / 5.45%

 

«Bleu marine pour la défense de nos communes et de nos départements»

Lista do Front national

82 votos / 3.44%

 

«L’Ecologie pour des territoires durables»

Lista Ecologista

50 votos / 2.1%

 

«L’Essonne au cœur»

Lista Diversa Direita

41 votos / 1.72%

 

Votos brancos: 34 votos / 1,40%

Votos nulos: 17 votos / 0,70%

População: 1.225.717 habitantes (Insee 2009)

Inscritos: 2.540 / 0,21%

Votantes: 2.437 / 95,94%

Abstenção: 103 / 4,06%

Votos expressos: 2.386 / 93,94%

 

Sic Internacional

 

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