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Joaquim e Jennyfer de Araújo, os pais da pequena Maëlys, de 9 anos de idade, que desapareceu na noite de 26 para 27 de agosto de uma festa de casamento em Pont-de-Beauvoisin, sairam ontem do silêncio e deram uma conferência de imprensa em Lyon, na presença do advogado da família.

O casal apareceu, evidentemente, abatido. Vivem em casa de amigos, completamente isolados, dizem que para preservar a família e a filha mais velha, com 12 anos, que entretanto também não voltou à escola. Mas vivem sobretudo numa «espera interminável» com a ância de voltar a encontrar a filha.

Aliás, falam de Maëlys no presente, referem-se a ela como se estivesse ali.

Primeiro falou o advogado e apenas disse palavras de circunstância para introduzir as intervenções dos pais da criança.

Joaquim de Araújo agradeceu as mensagens de apoio e os trabalhos realizados no âmbito das buscas pela filha. «Após o desaparecimento da nossa filha, queríamos proteger a nossa privacidade e igualmente respeitar o trabalho dos investigadores e dos juízes. As buscas, testemunhos e inúmeros auxílios à investigação são indispensáveis e agradecemos novamente. As mensagens de apoio aquecem-nos e ajudam-nos a resistir», afirmou.

Depois veio a intervenção de Jennyfer para falar sobretudo do atual suspeito, um homem de 34 anos, que estava presente no casamento e que está atualmente preso. «Peço de revele o que sabe» diz a mãe de Maëlys. «Hoje, um homem é suspeito, acusado por juízes que têm provas graves e concordantes contra ele (…). Nós pedimos que ele conte tudo o que se passou naquela noite e que coopere com a justiça».

Jennyfer disse que «não queremos um culpado a todo o custo» mas no discurso foi claro que acredita que o homem atualmente detido «sabe coisas que tem de dizer à polícia».

«Tendo em conta as últimas revelações do caso e também a sua estranha atitude no dia do casamento, pedimos-lhe que revele tudo o que sabe», sublinhou Jennyfer. «Esperamos que ele ouça o nosso pedido de ajuda porque o nosso desejo é encontrar novamente a nossa filha», referiu.

O homem em questão foi visto com Maëlys no casamento, a menina teria entrado no carro – ele próprio confirmou -, mas depois ausentou-se do casamento, foi a casa mudar de roupa, mas deitou fora a roupa que tinha vestido – a roupa nunca mais apareceu -, no dia seguinte foi lavar o carro e as gravações das câmaras de vídeo da estação de serviço mostram que passou mais de 2 horas a lavar a viatura, utilizou produtos potentissimos e passou particularmente muito tempo a lavar os puxadores das portas do lado do passageiro e a mala. Argumentou que queria vender o carro, o que aliás foi confirmado por um potencial comprador.

O suspeito de 34 anos vive com os pais nos Alpes franceses, a poucos quilómetros de Pont-de-Beauvoisin, e chegou no final do casamento.

 

 

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