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No próximo domingo, dia 22, encontramos o controverso problema da relação entre a fé e a política, pois somos convidados a meditar a extraordinária afirmação de Cristo: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».
Quem diria? Jesus de Nazaré foi a primeira pessoa, na história da humanidade, a defender a autonomia das realidades mundanas! É graças a Ele que aprendemos o quanto é inútil apelar-se à Sagrada Escritura para impor um programa de governo, um modelo económico, ou uma teoria científica… E palavras como “revelação” ou “vontade divina” não podem ser usadas como armas quando não conseguimos fazer valer as nossas ideias. Deus trata-nos como adultos! E confia que temos inteligência para gerir a Sua maravilhosa Criação, sem que Ele tenha de intervir a cada momento e pronunciar-se sobre todos os argumentos.
Mas isto não significa que os cristãos possam refugiar-se numa fé “desincarnada” e alienar-se do diálogo que constrói a sociedade civil. É preciso tomar posições e denunciar erros e injustiças. O mundo precisa que coloquemos as nossas capacidades e preparação ao serviço da humanidade e que, através do diálogo inteligente, consigamos iluminar as realidades terrenas com a luz do Evangelho.
O mundo pensa que o centro da economia é o lucro, mas nós acreditamos que ao centro deve estar o homem. A ciência diz que tudo o que é possível é lícito, mas nós acreditamos no respeito pela vida humana. A política ensina que se pode impor a razão com o uso da força, mas nós acreditamos que só através do diálogo e do exemplo se possa transformar o mundo.

 

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