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Após as eleições que o PSD, com o candidato Carvalho de Moura, perdeu por 2.321 votos e alcançando menos 490 votos que tinha obtido com Duarte Gonçalves há 4 anos, constituindo o resultado mais baixo de sempre, a RTP, no programa «Sexta às 9», apresentou um trabalho sobre eleições autárquicas, questionando a participação dos emigrantes no voto local, que merece o nosso esclarecimento e a devida resposta ao PSD de Montalegre perante o insulto aos nossos emigrantes.

 

Sobre os erros da RTP

O referido programa inicia-se com a declaração da jornalista Sandra Felgueiras que a seguir se transcreve: «Um caso que pode configurar uma fraude eleitoral. Na véspera das autárquicas, o Sexta às 9 interceptou mais de 1.000 emigrantes à chegada ao aeroporto Francisco Sá Carneiro. À espera estavam autocarros fretados e coordenados por um Presidente de Junta e recandidato nas listas do PS no concelho de Montalegre. No dia seguinte, domingo de eleições, captámos estes mesmos emigrantes a votarem na mesa de voto que garantiu a vitória ao mesmo Presidente de Junta”.

Portanto, de acordo com o referido programa, chegaram mais de 1.000 emigrantes, todos eles coordenados por um Presidente de Junta e todos eles intercetados a votar na mesa que reelegeu o dito Presidente de Junta.

O Partido Socialista de Montalegre repudia veementemente esta forma de fazer jornalismo, porque não é séria, nem tão pouco é verdadeira. Aquilo que se vê na peça jornalística do programa Sexta às 9 é um autocarro, repete-se, um autocarro, e um conjunto (pequeno) de emigrantes de Montalegre, Boticas e Chaves.

A referida peça jornalística não apresenta qualquer prova das alegações que faz, no entanto, não se coíbe de pretender passar a ideia de que numa freguesia que apenas regista 611 eleitores houve um Presidente de Junta que arregimentou mais de 1.000 emigrantes para votar em si!!! Pobre matemática a do Sexta às 9!

Mas, então, será que os emigrantes não podem votar?

Claro que podem. Nada na lei impede os cidadãos nacionais, a residir no estrangeiro, de votar em Portugal, desde que se mantenham recenseados. Que provas é que o referido programa apresentou da propalada fraude eleitoral? Nenhumas!

Fraco serviço público prestou a RTP ao alicerçar uma peça jornalística nos comentários ressabiados de dois perdedores, mesmo tendo colhido os depoimentos de vários emigrantes que disseram claramente porque é que vieram votar.

Fraco serviço público prestou o referido programa ao afirmar que um Presidente de Junta venceu as eleições na sua Freguesia com os votos de mais de 1.000 emigrantes por si coordenados e não se deu ao trabalho de verificar que essa freguesia apenas tem 611 eleitores.

Fraco serviço público prestou o programa Sexta às 9 ao pretender comparar realidades que não são comparáveis, designadamente comparar número de votantes em eleições autárquicas com número de votantes em eleições legislativas ou em eleições para o Parlamento Europeu.

Fraco serviço público prestou o referido programa ao afirmar que para as eleições nacionais a Direita ganha sempre no concelho de Montalegre. Com uma rápida pesquisa o referido programa teria ficado a saber que o voto local em eleições nacionais, desde 1989, tem evoluído para o PS. De tal forma que, ou ganha, ou quando não ganha, regista votação superior à média nacional, sendo no distrito o segundo concelho com melhor percentagem de votação PS.

Portanto, quando a jornalista diz que o concelho vota sempre à Direita nas eleições nacionais não está a dar informação séria e correta porque o PS ganhou eleições nacionais em Montalegre com Guterres, com Sócrates e para a Europa com Sousa Franco.

A RTP refere a diminuição da abstenção nas autárquicas em relação às eleições nacionais mas não diz, e sabe bem, que esse comportamento eleitoral é igual em todo o país e que a taxa de participação eleitoral numas e noutras eleições segue em Montalegre o padrão nacional.

Ao considerar o PS local como destinatário do voto de todos os emigrantes que, segundo a RTP se teriam deslocado para participar no ato eleitoral, está a errar porque é público, e facilmente poderia ser verificado, que também houve eleitores de outros Partidos vindos do estrangeiro ou de outras regiões do país votar em Montalegre.

Porém, ao invés de fazer um trabalho jornalístico de qualidade, quedou-se pelo depoimento ressabiado de dois perdedores que, pelos vistos, ainda não digeriram a derrota. Aliás, se quisesse fazer serviço público de qualidade, deveria ter perguntado ao candidato derrotado do PSD o que é que ele foi fazer a França e a Inglaterra em período pré-eleitoral e, dessa forma, teria percebido que este foi à caça dos votos que os emigrantes lhe poderiam dar!

O PS de Montalegre lamenta profundamente que o candidato derrotado do PSD, e outros da mesma igualha, tenham arrastado os emigrantes para este “jogo sujo”.

O PS de Montalegre e os Montalegrenses em geral têm muito orgulho nos seus emigrantes e na participação que estes sempre tiveram nas grandes decisões do concelho. A sua participação nas eleições locais é, nada mais – nada menos, que uma manifestação de interesse na escolha de quem acham que melhor serve os interesses do concelho.

Os emigrantes Montalegrenses não necessitam de ajudas, de incentivos, de pagamentos de ninguém para exercerem um direito que lhes assiste em toda a sua plenitude: O direito do Voto.

Ao referir que os emigrantes votam em quem lhes paga, o candidato derrotado do PSD de Montalegre insulta os emigrantes. Deve-lhes, por isso, um pedido de desculpa a todos os emigrantes.

O referido programa refere várias inverdades para atenuar as dores da derrota do PSD, mas sempre acaba por concluir que, afinal, mesmo sem o voto dos emigrantes, o PS ganharia sempre as eleições!

Mas, se alguém quer mesmo saber porque é que os emigrantes vêm a Montalegre votar e como vêm, que apareça já na Sexta 13, ou na Feira do Fumeiro, no Rallycross e noutros eventos, que encontrará mais que os que o PSD descobriu agora, e que lhes dirão o como e o porquê.

O PS de Montalegre termina esta comunicação, transcrevendo o depoimento que uma Senhora, emigrante, deu ao referido programa sexta às 9 e o porquê de ter vindo exercer o seu direito de voto: “É o amor pela nossa região, pela aldeia, pela gente e pelas nossas raízes; Temos de puxar os interesses para a nossa região e para as nossas aldeias e não voto num partido, mas voto na pessoa”.

 

Sobre a maior derrota do PSD e de Carvalho de Moura e o insulto aos nossos emigrantes

Às acusações hipócritas, irresponsáveis e criminosas do candidato derrotado do PSD, que fabrica mentiras e se alimenta de derrotas, impõe-se a seguinte resposta:

Apesar de lançar a sua permanente ira contra quem lhe seguiu no Partido e quem o antecedeu neste seu vergonhoso e humilhante regresso e de os responsabilizar pelas derrotas que ele ajudou a cavar, o maior responsável pela decadência do PSD, não aceita hoje o veredito popular.

O candidato derrotado do PSD, em vez de assumir a derrota, acusa o PS de ganhar com o voto dos emigrantes e, sem réstia de honra, ignora a hecatombe eleitoral que provocou no seu Partido.

Mas ficará na história e no cadastro do candidato, a maior derrota da história do PSD, e a medalha negra de ter corrido com o Duarte Gonçalves por ter mau resultado, quando ele agora arrecadou menos 490 votos que o PSD há 4 anos.

Não são, portanto, só os votos do PS, são também os que Carvalho de Moura perdeu que exigiam honra, seriedade, responsabilidade e consequências políticas. Porém, quem se comportou da forma que o atual PSD de Montalegre se comportou na pretérita campanha eleitoral, não poderia ter outro destino senão uma derrota histórica.

Na falta de outro bode expiatório, o candidato derrotado do PSD aponta agora as suas fracas armas aos emigrantes.

Aquele que andou estes anos todos, por dentro e por fora, a destruir o PSD, voltou para fazer política rasteira. Já não bastavam os ataques soezes ao PS e aos seus candidatos; eis que agora o seu alvo são os emigrantes, ao afirmar que “votam no Partido que lhes paga!”

Este senhor, tal como o outro, que “nunca se engana e raramente tem dúvidas”, guia-se por sentimentos de ódio e vingança e já só tem como objetivo enfraquecer o processo democrático e rebaixar a política.

É a traição ao seu Partido e à Democracia, como é à terra e à gente, tentando denegrir todos os dias aquilo que se faz com trabalho e orgulho com todos os Barrosões, em tantos casos com reconhecimento e prestígio ganho no exterior. Pelo que já não nos admiram as desculpas de hoje, próprias de quem está fora de tempo e que não sabe que “o povo é quem mais ordena”.

Pelo ataque vil e soez que faz ao PS de Montalegre e aos emigrantes Montalegrenses, ponderaremos participar criminalmente contra o candidato derrotado do PSD.

 

Montalegre, outubro de 2017

Partido Socialista de Montalegre

 

 

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