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Ainda no seguimento do artigo do LusoJornal sobre o Clube Português de Toulouse, recebemos uma carta de José Pereira (Dom José) que decidimos publicar na íntegra:

 

“Como é de conhecimento público, sou empresário em Toulouse, na área da restauração. Pela minha casa passam dezenas de clientes por dia e centenas por semana. Muitos destes clientes transmitem as suas preocupações com o que se vai passando na Comunidade.

Depois de ter lido o artigo do LusoJornal de 13 de outubro, e de ter lido que o Presidente do Clube Português de Toulouse confirmou ter recebido cheques para inscrição e pagamento de quotas, sinto-me obrigado a enviar a minha opinião para o LusoJornal.

Eu sou uma das pessoas que se tentou fazer sócio, e que enviou o pagamento para a quota anual através de cheque, que posso disponibilizar.

Já fui aliás sócio há vários anos, tendo tentado refiliar-me, o que supostamente foi recusado pela Direção, segundo pude ler pelo LusoJornal. Até agora não percebia o porquê. Continuo sem saber. Não conheço nenhuma sede aberta ao público onde eu pudesse assinar a ficha de incrição, como é dito no LusoJornal.

Tenho a indicar que o meu pai, António Sousa Pereira, já foi Presidente do Clube Português de Toulouse, e que não foi convocado para a Assembleia Geral, como previam os estatutos.

Dos vários Presidentes que deviam ter sido convocados, e pelo que sei, nenhum o foi, nem mesmo o Vice-Cônsul de Portugal que também constava como sócio honorário, segundo li no LusoJornal.

Concretamente e avaliando a sucessão dos factos desta história, deixo ao LusoJornal e aos seus leitores o julgamento deste escândalo. Não tem outro nome, que não o de um «escândalo». Esta é uma história que o LusoJornal deve investigar e para a qual dou a minha colaboração, não só através destas linhas como também enviando documentos, para que possam escrever e completar a história que escreveram no dia 13 de outubro.

Como sabe, e como se lê, o Clube Português de Toulouse entrou em gestão corrente e «apenas do património» como o seu Presidente o assume, por vontade própria do mesmo. Disso é a prova que deixou de aceitar pagamento de quotas de sócios, e de aceitar incrições de novos sócios.

A dúvida que fica instalada, e que através da sua investigação pode esclarecer, é se isto não foi premeditado!

Vai perceber que alguém que faz uma Assembleia geral com 2 pessoas, e que não convoca quem tem que convocar para essa mesma Assembleia, não pode estar com a verdade sobre este assunto.

Nessa mesma Assembleia, e com apenas 3 pessoas, um deles o próprio Presidente, vota a alteração dos estatutos. Nessa votação elimina os sócios honorários e aumenta a quota de 20 para 120 euros anuais, e mais escandaloso, a partir desse momento, passa a ser necessário a qualquer pessoa que queira ser sócia do Clube Português de Toulouse, um dos mais antigos de França, pagar uma joia de 1.000 euros!

Notavelmente são necessários 2 votos de apoio para que um novo sócio entre! Mesme que pague 1.000 euros, e mais 120 euros por ano, precisa que 2 destas 3 pessoas apoiem a entrada! Como podemos qualificar isto?

Além de ser uma afronta total à Comunidade portuguesa, foi uma decisão ilegal, uma vez que para a Assembleia não foram convocados todos os sócios, nem honorários, nem não honorários”.

 

 

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