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Não são apenas os bispos e os padres, mas qualquer cristão corre o risco de cair no erro de se achar mais importante que os outros fiéis. A alguns, basta confiar-lhes uma pequena responsabilidade em paróquia e já se sentem generais ao comando das tropas. Outros, por pertencerem a um movimento, ou terem feito algum curso, tropeçam imediatamente na síndrome do “guru” e distribuem conselhos a torto e a direito, não fazendo caso das palavras de Paulo VI que dizia que «o mundo não precisa de mestres, mas de testemunhas», uma vez que «as palavras movem, mas o exemplo arrasta».

O Evangelho do próximo domingo, dia 5, propõe-nos precisamente o tema da hierarquia na Igreja e os perigos da vaidade, da arrogância e da hipocrisia. Todos sabemos o quanto é fácil esquecer que a autoridade não é um privilégio, mas um serviço. Apesar de erros, incoerências e abusos, é evidente que na Igreja fundada por Cristo, os títulos de honra e a luta pelos primeiros lugares, não fazem qualquer sentido. À ostentação e vaidade dos antigos mestres de Israel, Jesus contrapõe uma nova atitude que os seus discípulos devem assumir em uníssono: a humildade! Para ilustrar claramente esta lógica, no próximo domingo Jesus Cristo propõe-nos uma afirmação desconcertante que desafia a lógica do mundo: «Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo».

É uma declaração extraordinária, que nos deve inquietar a todos e que nos recorda que os “títulos” na Igreja, se os há, são nomes de serviços, não motivos de vã glória! Na comunidade cristã, só o amor e o serviço devem ter o primeiro lugar!

 

 

 

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