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Grupo Folclórico Corações do Minho de Jons foi criado há um ano

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos

Em 2016, em Jons (69), nos arredores de Lyon, um «grupo de amigos» decidiu criar o «Grupo Folclórico Corações do Minho de Jons». O Grupo festejou o seu primeiro aniversário recentemente, no dia 10 de outubro.

«Hoje somos cerca de cinquenta elementos, com idades que vão dos dez aos sessenta anos de idade» explica ao LusoJornal Sylvie Dias, a ensaiadora do grupo. «Temos muitos jovens que dizem ter muito gosto em participar nas nossas saídas e nos momentos dos ensaios, onde um bom ambiente de festa e de amizade reina entre nós todos».

O grupo tem dois ensaiadores: Sylvie Dias e Filipe Luz. «Ocupamos-nos de tudo o que é danças e cantares, e também imaginamos novas coreografias e novos passos de dança. Pessoalmente também canto com as cantadeiras». O grupo tem várias concertinas, reque-reque, bombos e ferrinhos e o responsável pela tocata é José Dias.

A Direção é composta por Manuel Marques (Presidente), José Dias (Tesoureiro) e Kelly Dias (Secretária). O grupo ensaia às sextas-feiras, numa sala municipal, das 21h00, «até não podermos mais». A associação ainda não tem local. «Cada um guarda o que é seu e o que é do grupo em suas casas» explica a ensaiadora do Grupo Corações do Minho.

As cantoras são Maria do Céu e José Lopes e as cores dos trajes são o vermelho e a cor de laranja, «as cores do Alto Minho, de Ponte da Barca».

A camada jovem que integra o grupo é surpreendente, pois cerca de dois terços dos elementos têm entre 20 e 30 anos. São lusodescendentes que estão, como eles próprios dizem, «em sintonia com a cultura portuguesa, sobretudo a popular e minhota, e com o seu folclore».

Magali, um dos elementos do grupo, disse ao LusoJornal que desde muito pequena, com os pais, acompanhava um grupo de folclore e agora continua, pois gosta deste ambiente. Inês confirma que «tenho isto nos genes, quando ouço uma concertina, já estou a dançar e a cantar». Por seu lado, Kelly tem o mesmo discurso e acrescenta que «não podia ser outra coisa, pois em casa vivemos tudo isto ao quotidiano».

Também Filipe da Luz diz que o folclore «é uma paixão desde os meus três anos de idade, quando comecei a tocar concertina com o meu pai, e hoje o meu filho, se Deus quiser, será também tocador de concertina» sorriu este jovem pai de 30 anos.

Quando se lhes pergunta porque estão tão à vontade com a língua portuguesa e com um sotaque minhoto bem acentuado, respondem que foi na família, com os amigos, as viagens a Portugal e a associação. «Foram as nossas escolas» dizem a sorrir.

«Para nós, as discotecas, as boites e outras coisas assim, não servem, o que queremos são estes valores que aqui vivemos, os da amizade, da partilha e da boa disposição que temos quando dançamos e quando cantamos todos juntos, velhos e novos, o nosso folclore da nossa linda terra, Ponte da Barca» rematou Filipe da Luz ao LusoJornal.

No fim de semana passado, o Grupo Folclórico Corações do Minho de Jons, participou nas já famosas Rusgas de Bignais.

 

 

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