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Portugal foi eleito ontem para o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), mandato que irá prolongar-se até 2021. Esta é certamente uma vitória para a diplomacia portuguesa e em particular para o Embaixador de Portugal em França José Filipe Moraes Cabral (na foto) que viu a sua missão prolongada em França até ao fim do processo desta eleição na Unesco.

Numa nota enviada às redações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros congratulou-se com a eleição, formalizada em Paris durante uma votação secreta na 39ª Conferência Geral da UNESCO, recordando que é a quarta vez que Portugal é eleito para este órgão da UNESCO.

Portugal esteve pela última vez no Conselho Executivo da UNESCO entre 2005 e 2009.

“Trata-se do culminar de uma intensa e bem-sucedida campanha da candidatura portuguesa para este lugar que envolveu ativamente toda a rede diplomática portuguesa, com destaque para a Missão Permanente de Portugal junto da UNESCO, liderada pelo Embaixador José Filipe Moraes Cabral”, referiu o comunicado da diplomacia portuguesa.

Para além de ser o Embaixador “bilateral” de Portugal em França, Moraes Cabral é também o Representante de Portugal junto da UNESCO. Por ter atingido a idade de reforma devia já ter regressado a Portugal, mas estava em curso esta “campanha eleitoral” de Portugal e, “por razões de interesse público” há um dispositivo legal que permite prolongar por mais algum tempo a missão do Embaixador de Portugal, como o próprio Moraes Cabral explicou ao LusoJornal.

“A eleição de Portugal para o Conselho Executivo da UNESCO, prioritária para o Governo, reflete o reconhecimento internacional da importância que o nosso país atribui ao multilateralismo, conforme ficou bem patente no trabalho aberto, transparente e inclusivo que Portugal desenvolveu durante o mandato que exerceu no Comité do Património Mundial da UNESCO”, prosseguiu o ministério tutelado por Augusto Santos Silva.

Aliás, o próprio Ministro Augusto Santos Silva esteve bastante implicado nesta candidatura e veio a Paris defendê-la, como aliás foi notícia do LusoJornal.

Sobre o novo mandato, segundo frisou a mesma nota, Portugal “promoverá o diálogo e os princípios de respeito mútuo e de solidariedade entre as nações, o combate à desigualdade e à pobreza, procurando fortalecer a educação, o conhecimento científico e a diversidade cultural, instrumentos essenciais para o desenvolvimento sustentável”.

“É entendimento do Governo que a presença de Portugal no Conselho Executivo da UNESCO constitui uma mais-valia para a projeção da imagem do nosso país a nível internacional e permite uma capacidade de intervenção acrescida na comunidade internacional”, concluiu a diplomacia portuguesa.

Portugal aderiu à UNESCO em 1965, retirou-se da organização internacional em 1972 e reingressou em 11 de setembro de 1974.

Com 195 estados-membros e oito membros-associados, esta agência da ONU tem um objetivo ambicioso: “Construir a paz no espírito dos homens através da educação, ciência, cultura e comunicação”.

A UNESCO, conhecida como uma das guardiãs do património cultural mundial, é sobretudo reconhecida pelos seus programas educativos e pela elaboração da lista de património mundial cultural e natural.

 

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