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Na missa do próximo domingo, dia 12 de novembro, é-nos proposta a parábola “das dez virgens” ou (se quisermos atualizar) das dez damas de honor. A parábola descreve a triste sorte reservada a cinco delas que, por uma imprudência, se ausentam antes que a festa inicie. Acabam por perder a chegada do noivo e ficam trancadas do lado de fora do banquete nupcial, sem qualquer possibilidade de entrar. A história termina com um aviso: «Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

É para nos assustar que Jesus conta esta parábola? Por vezes a Bíblia recorre a metáforas que procuram propositadamente inquietar-nos, mas reduzir esta e outras parábolas a uma “pedagogia do medo”, simplesmente, não é correto.

O objetivo desta catequese não é dizer-nos que, se não nos portamos bem, Deus castiga-nos e fecha as portas do paraíso. O que Jesus Cristo procura é alertar-nos para a seriedade com que devemos avaliar as nossas escolhas, de forma a não desperdiçarmos a nossa vida com banalidades e distrações.

Ninguém sabe quanto tempo tem e quando será o último encontro definitivo com o Senhor. Pode ser daqui a muitos anos, ou pode ser já hoje. Mas não devemos viver no terror. Aliás, esta parábola ajuda-nos a vencer o medo! Quem vigia, quem vive com os olhos e o coração abertos, acaba por encontrar o Senhor várias vezes ao longo da própria vida e por isso não teme, pois sabe que, no último dia, não é o desconhecido (ou “um” desconhecido) que a espera, mas é alguém que conhecemos e que nos conhece também. É um amigo. É Jesus.

 

 

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