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Tendo chegado ao meu conhecimento o teor das declarações proferidas pelo Sr. Paulo Pisco ao Vosso jornal em 22 de outubro de 2017 e relacionadas com a participação de emigrantes no processo eleitoral autárquico do passado 1 de outubro venho, em defesa da verdade, bem como da honra de todos quantos se sentiram insultados pelos dirigentes locais do PSD, pelo programa da RTP e pela intervenção do Sr. Deputado, solicitar se digne conceder-me a oportunidade de, em jeito de resposta, dizer o seguinte:

 

  1. É abusivo alguém considerar ter havido mobilização ou incitamento à participação organizada só porque há um candidato que, à boleia do convite feito pelo transportador, está no aeroporto no momento da chegada de quem livre e responsavelmente participa nas eleições locais. O Sr. Deputado, sobretudo porque o é, e não pela forma como possa sê-lo, devia ser mais cauteloso e não assumir como verdade as opiniões expressas por gente ressabiada em programa televisivo de faca e alguidar, sem credibilidade alguma mas que fazem muita, muita mossa.

 

  1. Bom serviço prestava à causa se tivesse a coragem de pôr a boca no santo e dizer claramente quem alicia com “passagens de fim de semana”. Pena ter-se ficado pela rama e aceitar embarcar num labéu maldizente e mistificador.

 

  1. Lamento que o Sr. Deputado prefira ver os emigrantes inscritos nos países de acolhimento, na vã esperança de os ter em eleições Legislativas, desvalorizando a ligação que aqueles preferem dar à terra-mãe. No fundo olha-os como pagadores de IMI, apoiantes dos clubes locais ou canalizadores de remessas com que o país se financia. Passará pela cabeça do Sr. Deputado as muitas vezes que os emigrantes entram na Câmara reclamando, muito justamente, aquilo a que têm direito? Porque razão não devem assim participar na eleição daqueles por quem querem ser representados e elegem como sendo os melhores?

 

  1. O Sr. Deputado deveria perceber a importância que os emigrantes têm na dinamização da empobrecida atividade económica e social da aldeia que foram forçados a deixar. E o espanto de os ver vinculados à terra-mãe e a participar na eleição dos seus autarcas deixaria de fazer qualquer sentido.

 

  1. Para sua informação digo-lhe que o Partido Socialista é poder na Câmara Municipal de Montalegre e na grandíssima maioria das Juntas de Freguesia desde 1989. De então para cá vem somando continuadas vitórias e sempre em crescendo. Estará o Sr. Deputado preocupado em saber porquê? Inteire-se por favor!

 

  1. Pelo infortúnio das declarações proferidas e, sobretudo, pela forma nada ponderada como assume as dores dos derrotados, sou forçado a lembrar-lhe que o desprestígio do Parlamento e da atividade parlamentar assenta muito na forma como os senhores Deputados agem e se posicionam. Faça introspecção e tente perceber se esta intervenção como Deputado eleito pela emigração respeita os que diz representar e honra a Instituição para que foi eleito.

 

O Presidente da Câmara Municipal de Montalegre

Manuel Orlando Fernandes Alves

 

 

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