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Ao longo da História vários autores acusaram a religião de ser um mero instrumento de controlo das massas; uma distração para que ninguém lute por uma sociedade mais justa, ou como dizia Karl Marx, de ser o “ópio do povo”.

É um facto que a religião pode ser manipulada para manter o status quo, no entanto, na missa do próximo domingo, dia 19, descobrimos que a essência da vida cristã é o oposto da apatia e do comodismo. É-nos proposta a famosa “parábola dos talentos” que descreve o comportamento de três servos, a quem tinham sido confiados os bens de um senhor (um “talento”, no tempo de Jesus, era uma unidade de peso que correspondia a 36 quilos de prata). Quando o senhor pergunta como foram investidos os seus bens, um desses servos responde: «Tive medo e escondi o teu talento na terra».

Dificilmente encontramos na Bíblia palavras tão duras como as reservadas a este servo! Ai de quem (por medo ou preguiça) esconder os dons que Deus lhe deu e se alhear dos problemas do mundo!

Esta parábola diz-nos que os discípulos de Jesus não podem renunciar a um papel ativo na luta por uma sociedade mais justa e mais fraterna; não podem não denunciar erros e injustiças; não podem não investir os próprios talentos e capacidades na construção de um mundo melhor. Porque o reino de Deus, anunciado por Jesus Cristo, começa aqui e agora. E todos somos convidados a colaborar na sua construção, colocando os nossos talentos ao serviço da família humana.

Amigo, se achas que ser cristão é viver alienado e com a cabeça nas nuvens, não podias estar mais enganado…

 

 

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