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No Evangelho do próximo domingo – o último deste ano litúrgico – encontramos vários pontos de interrogação na descrição que Jesus faz do “Juízo final”. Não estão ali por acaso, mas servem para ilustrar o “cair das nuvens” das pessoas que encontram o Rei/Juiz.

Na verdade, o elemento surpresa é parte integrante da mensagem de Jesus, onde Ele insiste que muitos dos que se acham “justos” hão-de descobrir-se indignos… Porém, talvez nos surpreenda o facto desta página dar mais ênfase e espaço às perguntas (e à surpresa) dos que foram reputados “bons” pelo Juiz.

«Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?»

Como se pode verificar, eles não sabiam. Não pensavam que ajudando os irmãos mais pobres se colocavam ao serviço do Rei/Cristo. Não tinham os olhos colocados em nenhuma recompensa, mas agiam com espírito de pura gratuidade. Com estas perguntas, Jesus recorda-nos que o verdadeiro amor deve ser assim: gratuito!

Muitos pensam que ser “bons cristãos” significa dar muitas esmolas, mas a nossa fé é intensamente mais bonita e complexa. Quando ajudamos alguém não o podemos fazer por obrigação (porque somos cristãos…) ou porque achamos que assim vamos poder “comprar” a nossa salvação. Não é a ideia da herança que conduz a vida dos justos: é o amor! Eis a vontade de Deus Pai: que nos amemos uns aos outros.

Todavia, o verdadeiro amor não tem segundos fins ou propósitos escondidos: é livre e gratuito. Gratuito ao ponto de se surpreender quando recebe uma recompensa.

 

 

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