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Memória de Sá Carneiro foi evocada em Paris

LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha

Um ofício religioso em memória do antigo Primeiro Ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, teve lugar ontem, domingo 3 de dezembro, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima – Marie Médiatrice, em Paris.

O Deputado do PSD eleito pelo Círculo eleitoral da Europa, explicou que era importante para o Partido continuar a perpetuar a imagem de Sá Carneiro. «Foi uma figura muito importante, é um dos fundadores do Partido Popular Democrático». O PPD deu depois origem ao atual PSD. Sá Carneiro teve um desaparecimento trágico já que o avião que o levava de Lisboa ao Porto caiu pouco depois de descolar, em Camarate.

«Ele foi Primeiro Ministro num momento difícil do país. Todos reconhecem as suas capacidades e a visão que tinha para o futuro de Portugal. Não pode exercer, porque a tragédia levou-o. Mas é alguém que encarna um conjunto de valores muito importante para o Partido e muito particularmente para os militantes dos primeiros tempos do PPD/PSD».

O Deputado evocou os militantes mais antigos do PSD de Paris. «Há militantes mais antigos que, a única iniciativa em que participam, até pela idade que têm, é na missa em memória de Francisco Sá Carneiro, porque é uma referência fundamental para os sociais democratas em Portugal e para a família do PSD».

Segundo Carlos Gonçalves, cada vez mais as informações apontam para um atentado que esteve na origem do seu desaparecimento. Mas o assunto continua ainda sem explicação oficial. Mas para Carlos Gonçalves, Portugal perdeu uma das suas principais figuras num momento em que precisava. «O Primeiro Ministro perdeu a vida, Portugal perdeu um grande político e o PSD perdeu o seu líder. Mas o legado que nos deixou, os valores que, no exercício da sua função política, demonstrou, são os do meu Partido». O Deputado referiu ainda que um dos líderes do PSD, herdeiro do legado de Sá Carneiro, é o atual Presidente da República.

Segundo as teorias de analistas e historiadores, Sá Carneiro estava «avançado» para a sua época em Portugal, contudo o Deputado argumentou que não houve realmente a oportunidade para o país de perceber o que ia acontecer. «Foi num período pós revolucionário, em que tudo estava a pender para a Esquerda e para a Extrema-Esquerda. Sá Carneiro teve a coragem política para ter um discurso diferente, para projetar o país numa sociedade diferente, particularmente naquilo que é o seu modelo económico e social».

Referiu também que entre o 25 de Abril e o momento em que perdeu a vida, Francisco Sá Carneiro chegou a vir às Comunidades portuguesas, «estando precisamente aqui junto dos militantes de Paris e teve uma frase que costumo evocar nos Congressos. Sá Carneiro dizia, em relação aos Portugueses que residiam no estrangeiro, que independentemente daquilo que Portugal pudesse fazer por eles, nunca poderá retribuir o seu contributo para o país. Estamos a falar dos anos 70 e ainda hoje é uma clara verdade estas palavras relativamente àqueles que emigraram» disse Carlos Gonçalves em declarações ao LusoJornal.

De acordo com o Deputado, todos aqueles que lideraram o PSD e que tiveram funções ao mais alto nível, evocaram sempre Sá Carneiro como uma referência. «Ainda agora que o meu Partido vive uma disputa eleitoral interna, os diferentes candidatos, particularmente um, está sempre a evocar Sá Carneiro. Ele teve frases do género: se a política não tivesse risco, não tinha interesse nenhum, seria uma chatice. Foram frases que marcaram os políticos de uma geração».

«Eu próprio que sou dessa geração e o meu pai que conheceu Sá Carneiro ainda antes do 25 de Abril, foi alguém que marcou a minha juventude, que ainda me marca agora e espero que estejamos à altura do legado que ele nos deixou. Se seguirmos aquilo que ele nos deixou de valores e de ideias, nós podemos realmente preparar o futuro de outra forma», concluiu.

 

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