Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

As leituras da missa do próximo domingo, 10 de dezembro, “transportam-nos” até ao deserto da Palestina, onde encontramos João Baptista, tal como tinha sido anunciado pelo profeta Isaías: «Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho. Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor».

Quando se fala de deserto, normalmente pensa-se numa terra árida e morta. A água é rara, a vegetação escassa e a vida é quase impossível. Mas do ponto de vista bíblico, o deserto traz à memória uma segunda imagem: depois da fuga da escravidão do Egipto, foi no deserto que os israelitas descobriram a liberdade e nasceram como povo. Foi lá que receberam a Lei e estabeleceram uma aliança com Deus. Apesar da sua desolação e das suas dificuldades, o deserto recorda um período de graça na história de Israel.

Neste tempo do Advento, que nos prepara para o Natal, também nós somos convidados a viver um pouco de “deserto”. Ninguém quer sofrer. Ninguém quer conhecer a aridez da areia e o castigo do Sol. No entanto, para Isaías, o encontro com o Senhor não só acontece no deserto, mas por causa (!) da experiência do deserto, pois são as dificuldades que forjam o nosso carácter e robustecem a nossa fé. No deserto estamos nus e sozinhos: nada nos pode distrair; nada nos pode esconder. Mas a solidão não é total e o silêncio não é estéril. Longe das distracções do mundo, criam-se condições privilegiadas para escutar… E o Senhor disse (e diz-nos) uma única palavra: Jesus. Ele é o Verbo Incarnado, a Palavra que se fez carne e a única, verdadeira, Boa Notícia.

 

 

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 4 Votos
8.2