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O Natal está quase à porta e no próximo domingo, dia 24, a liturgia propõe-nos o famoso episódio da Anunciação. Numa pequena aldeia da Galileia, chamada Nazaré, uma jovem de nome Maria é visitada por um anjo, que lhe anuncia: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus».

A expressão “não temas” que abre o discurso do anjo é certamente uma das mais comuns na Sagrada Escritura. Encontramo-la em quase todos os livros da Bíblia, do Génesis ao Apocalipse, e normalmente antecede os convites que Deus propõe aos homens. “Não temas” é como um refrão que percorre toda a história da salvação e que encontramos quase dois mil anos mais tarde (em 1978), nas primeiras palavras do recém-eleito Papa João Paulo II. Este convite à coragem (se bem que no plural: “não tenhais medo”) torna-se a “bandeira” do Santo Padre durante os seus 26 anos de pontificado e recorda-nos uma realidade que transparece tão claramente na história de Maria de Nazaré: é graças à nossa coragem e generosidade que Deus manifesta o seu amor no mundo. É através do nosso “sim” ao Seu projecto, dos nossos gestos de caridade, de partilha e de serviço, que Deus Se torna presente e transforma, aos poucos, a nossa realidade. Neste domingo, que antecede de algumas horas o Natal, a história de Maria mostra-nos como é possível, também hoje, revelarmos Jesus ao mundo: através de um “sim” corajoso aos projetos de Deus.

Não tenhais medo: dizei “sim”! Abri as portas a Cristo!

 

 

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