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A associação Cívica dos autarcas de origem portuguesa em França está associada à exposição sobre «Os trabalhadores forçados portugueses no III Reich» que inaugura hoje, sexta-feira, dia 17 de novembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Segundo uma nota enviada às redações, esta parceria «pretende revelar e mostar aspetos inéditos sobre Portugueses que foram vítimas do Nazismo durante a Segunda Guerra Mundial».

Uma parte importante dos autarcas de origem portuguesa em França são nacionais franceses «e tiveram nos seus manuais de história uma parte consequente dedicada à segunda Guerra Mundial» explica Maria de Jesus Carlos, autarca em Sainte Geneviève-des-Bois. «Para os filhos de Portugueses nascidos em França, a memória da II Guerra Mundial é relembrada cada ano. Para nós faz todo o sentido as datas de comemoração como o dia 8 de maio (vitória do 8 de maio de 1945), o dia 27 de maio (dia da Resistência), o dia 18 de junho (apelo do General De Gaulle de 18 de junho de 1940), entre outras datas».

Foi pois «naturalement» que a Cívica se associou aos trabalhos da equipa do Historiador Fernando Rosa, que resultaram nesta exposição agora inaugurada no CCB. A exposição revela a existência de vítimas portuguesas no sistema de «trabalho forçado» do III Reich e também a existência de Portugueses prisioneiros de guerra.

A exposição é composta por fotografias, objetos pessoais mostrando os percursos individuais dos Portugueses através de documentação de arquivos franceses e do International Tracing Service da Alemanha.

«A exposição mostra num painel a mobilização dos autarcas de origem portuguesa em França no dever de memória e nomeadamente a primeira homenagem feita aos três Portugueses que integravam o primeiro comboio de deportação que saiu de Angolême para o Campo de concentração de Mauthausen, perto de Linz, na Áustria” explica o Presidente da Cívica, Paulo Marques, autarca em Aulnay-sous-Bois.

A exposição no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, resulta da investigação realizada desde 2003 por uma equipa internacional do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, apoiado pela fundação alemã EVZ, pelo Goethe-Institut e pela Associação Cívica (França). O projeto é dirigido pelo Historiador Fernando Rosas, que coordena uma equipa de investigadores de vários países europeus.

Inaugurada esta tarde, a axposição vai ficar paente ao público até ao dia 22 de janeiro.

Paulo Marques vai estar presente na inauguração e participa na receção dada pelo Embaixador da Alemanha em Portugal, nos salões da Embaixada alemã.

 

Até 28 de janeiro

Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1

De segunda a sexta, das 08h00 às 20h00

Sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 18h00

 

 

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