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Uma retrospetiva do cinema do realizador português Paulo Rocha vai ser apresentada a partir de janeiro, na Cinemateca Francesa, em Paris.

A retrospetiva integral abrirá a 10 de janeiro, com «Os verdes anos», primeira obra de Paulo Rocha, de 1963, considerada um dos filmes inaugurais do Cinema Novo Português, que foi recentemente restaurada.

Paulo Rocha, que morreu em dezembro de 2012 aos 77 anos, foi um cineasta «raro e secreto, autor de uma obra estilizada e contemplativa, cósmica e panteísta, documental e discretamente lírica», lê-se no programa da Cinemateca Francesa.

A retrospetiva é organizada em parceria com a Cinemateca Portuguesa, à qual Paulo Rocha deixou, em testamento, toda a obra e património cinematográfico.

O ciclo incluirá ainda, por exemplo, «Mudar de vida» (1966), «A ilha dos amores» (1982), «O desejado» (1987), «A raiz do coração» (2000) e «Se fosse ladrão… roubava», o derradeiro filme que o realizador deixou pronto quando morreu.

A retrospetiva terminará a 01 de fevereiro, numa sessão com várias curtas-metragens, entre as quais «A Pousada das chagas» (1972), «ponto de inflexão decisivo na obra do autor», refere a Cinemateca Portuguesa.

Nascido a 22 de dezembro de 1935, no Porto, Paulo Rocha estudou Direito, em Lisboa, e Cinema, em França, onde obteve um diploma de realização. Foi assistente do realizador francês Jean Renoir e também de Manoel Oliveira. Foi ainda Diretor do Centro Português de Cinema, na década de 1970, e Adido cultural em Tóquio, já depois do 25 de Abril de 1974.

Na sessão inaugural da retrospetiva na Cinemateca Francesa, «Verdes Anos» será apresentado pelo Diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa.

 

 

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