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No próximo domingo celebraremos a Festa da Sagrada Família. O Evangelho que vamos escutar nesse dia descreve a Apresentação do Senhor: quarenta dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés, Maria levou o menino ao templo, para que fosse consagrado a Deus. Aí encontrou um velhinho chamado Simeão, que ao ver a criança, não conseguiu conter a própria alegria…

Só Deus sabe o que terá pensado Maria quando Simeão, cheio de entusiasmo, pegou Jesus nos seus braços e começou a cantar. Será que se assustou? Eu imagino-a, com uma olhada discreta, a encorajar José para que retire o bebé das mãos daquele excêntrico velhinho… Imagino-a também, muitos anos mais tarde, quando a Igreja já move os primeiros passos, a contar este episódio a um jovem médico – chamado Lucas – que coloca por escrito a história de Jesus. Passaram muitos anos desde aquele encontro no templo, mas a memória de Maria vê sempre mais claramente os eventos do passado. Recorda bem o Cântico de Simeão e repete-o a Lucas, palavra por palavra, para que ele o escreva no seu Evangelho: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

Dois milénios passaram. As palavras de Simeão foram traduzidas em todas as línguas. São proclamadas nas nossas igrejas e repetidas antes de adormecer por cristãos em tudo o mundo. São poucas linhas, mas a mensagem que contêm é clara: a vida e a morte não nos podem assustar. O encontro com Deus vence todos os medos, todos os receios. Não temam! Jesus Cristo é “Emanuel”, o “Deus-connosco”.

 

 

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