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Nuno Monteiro é um jovem Notário lusodescendente que tenta introduzir tecnologia e inovação na sua atividade professional.

Utilizar as novas ferramentas tecnológicas permite «diminuir todos os limites que nós todos temos: o tempo, o espaço e a distância» confessa ao LusoJornal.

«As novas tecnologias permitem-nos, por exemplo, realizar assinaturas, escrituras públicas, na casa do cliente» explica Nuno Monteiro. «No Cartório já utilizámos há muito tempo a assinatura digital, isto é, em vez de assinar no papel, faz-se uma assinatura no tablet. E só com uma assinatura, substituímos as dezenas de assinaturas que tinham de ser feitas em papel». Ora, o princípio aplica-se agora em «serviço externo».

«Eu trabalho muito com Direito de família, nomeadamente transmissões, sucessões ou ainda testamentos. Por vezes vou a clínicas ou a hospitais ver os clientes para recolher as últimas vontades testamentárias. Mas também vou assinar procurações de vendas, compromissos de vendas, etc.» explica. «Quando o cliente vem ao Cartório, tem a sorte de assinar no tablet apenas duas vezes, o que corresponde a mais de 100 páginas no caso de uma compra ou de uma venda. Infelizmente, a pessoa que está no hospital não tinha essa sorte e tinha que assinar essas 100 páginas».

O objetivo foi então, poder exportar a assinatura digital aos clientes que não podem deslocar-se ao Cartório.

Mas Nuno Monteiro está agora a desenvolver uma nova aplicação para assinatura eletrónica em vídeo-conferência. «Imagine um cliente que não pode vir ao Cartório porque tem uma agenda muito carregada, e pode fazer a leitura online da ata, com o Notário, e o Notário vai recolher a assinatura através da vídeo-conferência» explica Nuno Monteiro ao LusoJornal. «O cliente tem um código pessoal e assina». Os técnicos já validaram o processo, e Nuno Monteiro trabalha com a Câmara de Notários de Paris e com a Ordem dos Notários de França, de forma a que seja um processo completamente seguro.

«Foi para nós um desafio sermos um dos primeiros Notários a desenvolver este projeto em todo o país. Aliás, nós temos muitos clientes longe, em Marseille, em Lille, etc. A nossa estratégia é que, se o cliente não pode vir ao Notário, o Notário tem de ir ao encontro do cliente, utilizando estes novos meios tecnológicos».

Nuno Monteiro recebeu recentemente o Prémio CCIFP / Fidelidade Produto do Ano e garante que foi o resultado de «muito trabalho e esforços. Não apenas meu, mas de uma equipa sem a qual eu não seria nada. Tenho sócios e colaboradores fantásticos».

Na altura declarou ao LusoJornal que «os modelos da minha vida sempre foram os meus pais, que chegaram cá sem nada, e toda a vida lutaram por uma vida melhor, com boa disposição. E é isso que eu faço no meu dia-a-dia, para tentar transmitir os valores que os meus pais me transmitiram».

Cada vez mais, o Cartório notarial de Nuno Monteiro trabalha com Portugal. «Atualmente é um país muito atrativo por várias razões, não só pela razão fiscal. De facto acompanhamos 4 ou 5 clientes Franceses por mês que querem investir em Portugal e constatamos que apenas dois desses clientes procuram a razão fiscal, os outros vão buscar o que Portugal tem de bom e que aliás sempre teve». E Nuno Monteiro explica que «Portugal sempre foi um povo muito acolhedor, um país seguro e é isso que é mais importante. Temos a sensação que o mundo está a descobrir Portugal, mas Portugal já descobriu o mundo inteiro…»

Embora a maior parte do trabalho de Nuno Monteiro seja em França, o Notário lusodescendente estabelece verdadeiras pontes de ligação entre a França e Portugal «para permitir aos Franceses, mas também aos Portugueses que residem cá, de tratar dos assuntos que tenham em Portugal a nível jurídico e fiscal».

 

Fidelidade

 

 

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