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O Presidente do Instituto Camões disse ontem serem compreensíveis as demissões que ocorreram no organismo público após a sua entrada, em novembro passado, e afirmou que a situação está “completamente pacificada”.

No final de dezembro, o Jornal Económico noticiou que quatro membros da equipa de gestão do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua apresentaram demissão devido a um “mal-estar” após a entrada de Luís Faro Ramos para a presidência do organismo, por alegadamente considerarem que o diplomata não tem qualificações para o cargo e foi escolhido por causa da sua “relação de amizade” com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que o nomeou.

Segundo o jornal, demitiram-se Maria Irene Paredes (Vogal do Conselho Diretivo), Márcia Pinheiro (Diretora dos serviços de Planeamento e Gestão), Carla Graça (Chefe da divisão de Planeamento e Recursos Humanos) e Tânia Lemos (Chefe da divisão de Apoio Jurídico e Contencioso).

“Na verdade, registaram-se algumas demissões. Das demissões que foram noticiadas, uma delas já tinha ocorrido mesmo antes da minha entrada em funções”, disse Luís Faro Ramos, questionado pela Lusa após uma audição na Comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. “Eu trabalho em equipa, eu não tomei iniciativa de demitir ninguém”, comentou.

O Presidente do Camões referiu que “algumas pessoas, num departamento determinado, um serviço de suporte na parte de gestão e planeamento, entenderam que era altura de mudarem e portanto isso é perfeitamente entendível”.

“Conto com todos os que fazem parte da minha equipa para que o Instituto Camões continue a desenvolver um trabalho de qualidade, que é o que tem sido caso até agora”, afirmou, considerando que a situação está agora “completamente pacificada”.

Luís Faro Ramos, antigo Embaixador português em Cuba e na Tunísia, entre 2012 e 2017, foi, antes, Diretor-geral de Política de Defesa Nacional, cargo para o qual foi indicado por Santos Silva, então Ministro da Defesa no segundo Governo de José Sócrates.

O diplomata sucedeu no Camões à professora Ana Paula Laborinho, que esteve quase oito anos no Instituto, e que assumiu agora a chefia do escritório da Organização de Estados Ibero-americanos em Lisboa.

 

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