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Arquitetos portugueses procuram internacionalização em Paris

LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira

No quadro de um projeto de internacionalização da Fundação Serralves, do Porto, articulado pela ANC Arquitectos, e intitulado “Projecto ARQ 3.0”, um grupo de arquitetos portugueses está em Paris à procura de projetos de internacionalização. Em Paris, a iniciativa foi apoiada pela AICEP Portugal Global e pela Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP).

Esta quarta-feira à tarde, dia 17 de janeiro, no Consulado Geral de Portugal em Paris decorreu um encontro com a presença também de alguns profissionais do BTP, urbanistas e arquitetos.

“No quadro deste projeto já estivemos em Nova Iorque, Barcelona, Estocolmo, Colónia e agora em Paris” explicou Teresa Novais em nome da organização, elogiando também a arquitetura portuguesa. “Em Portugal temos uma arquitetura de enorme valor, temos vários arquitetos com prémios internacionais, temos dois prémios Pritzker – apenas a França tem também dois arquitetos premiados com este prémio – o ensino da arquitetura, em Portugal, é de grande nível, mas depois temos alguma dificuldade em internacionalizar o nosso trabalho” resumiu.

Teresa Novais disse também que “queremos exportar os nossos serviços, queremos trabalhar mais em França e queremos também conhecer os Franceses que investem em Portugal para os ajudarmos a construir em Portugal. E é com ações como esta que se vai lá”.

Os nove arquitetos que integram o “Projecto Arq 3.0 – Promoção de novos modelos de internacionalização” são: Atelier da Bouça, AZO – Sequeira Arquitectos, Guilherme Machado Vaz, José Carlos Cruz, Menos é Mais, Mima, NPS, Nuno Brandão Costa e Nuno Graça Moura.

Durante a manhã visitaram a empresa Real Marbre, de Manuel Soares, em Paris, especialista em mármores e aproveitaram para visitar também algumas das realizações desta empresa, como por exemplo o Hotel Crillon ou as lojas da Christian Dior. Depois visitaram uma obra de renovação da empresa Paris Sud, de António Correia, junto aos Invalides.

“O Consulado de Portugal está aqui para ajudar” disse o Consul Geral António Moniz. “Uma das nossas atribuições é a diplomacia económica, e por isso, se necessitarem do nosso apoio, venham ter connosco” disse na sua intervenção, no início das cerca de 3 horas de debate que tiveram lugar no Consulado Geral.

Por seu lado, Rui Almas, o Diretor da AICEP Paris, louvou a iniciativa e disse tratar-se da primeira missão de um grupo de arquitetos portugueses a Paris. Durante o dia, foi Jorge Ruivo, dos quadros da AICEP Paris quem acompanhou o programa.

“Este é um bom momento para virem para França porque Portugal está na moda, as exportações estão a crescer com dois dígitos, cada vez há mais empresas francesas a investirem em Portugal e o turísmo – que é uma área que também acompanhamos – está de vento em popa. Para além disso, a imprensa francesa tem dado amplo destaque a tudo isto. Estamos num período excelente” disse Rui Almas na sua intervenção. “Tanto mais que os turistas que visitam Portugal, acabam por comprar casa lá. Os Franceses e os Chineses estão no top da compra de casas em Portugal”.

Por seu lado, Carlos Vinhas Pereira, Presidente da CCIFP, também louvou a iniciativa e prometeu apoio. “Na área da construção há cada vez mais empresas portuguesas a ganhar concursos aqui” disse na sua intervenção.

Disse também que há cerca de 35.000 Franceses que já decidiram instalar-se em Portugal e falou do Salão do Imobiliário e do Turismo Português que a Câmara de Comércio organiza todos os anos. “Esta é uma excelente vitrina para promover o vosso trabalho”.

Esta missão da Fundação Serralves com arquitetos portugueses foi acompanhada em Paris por Marie Reis de Bragelongne, a Administradora executiva da Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP).

 

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