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Vaulx-en-Velin: José Pires retira-se da vida associativa

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos

O carismático dirigente associativo José Pires, de Vaulx-en-Velin, anunciou esta semana que vai “retirar-se” por razões de saúde. José Pires reuniu na terça-feira desta semana, dia 16 de janeiro, alguns amigos, a Maire de Vaulx-en-Velin Hélène Geofray, o Cônsul Geral de Portugal em Lyon Luís Brito Câmara, o Conselheiro das Comunidades Manuel Cardia Lima, e os representantes da Mairie Nadia Lakhal, Pierre Dussurgey e Armand Menzikian.

Natural de Ermida, perto de Ponte da Barca, nascido a 25 de fevereiro de 1942, José Miranda Pires chegou a França em 1969, após o serviço militar que o tinha levado até terras de Angola.

Apanhado neste movimento de emigração do sul para o norte, chegou a Vaulx-en-Velin onde começou a trabalhar na indústria do têxtil. Rapidamente fez amigos e encontrou muita gente como ele, vindos da região do Minho.

Ora, desde a sua infância que tinha uma paixão pelo folclore, pelas desgarradas, pela música tradicional minhota. Vibrava com o toque da concertina e com as danças minhotas.

“Eu nasci nisto, e não podia ser de outra maneira. Toda a minha vida dancei e fiz dançar a minha família, os amigos, e todos os que tivessem esta paixão como eu” explica José Pires. “Sempre tive na ideia de formar grupos de folclore e de fundar associações e foi o que fiz e estou orgulhoso disso”.

Agora decidiu retirar-se. “Esta despedida do José Pires claro que não deixa ninguém insensível, pois para além de ser um amigo, foi também uma figura muito construtiva da Comunidade portuguesa na região de Lyon” diz Manuel Cardia Lima, Conselheiro das Comunidades e Presidente da Federação das associações portuguesas do Rhône-Alpes (FAPRA). “É um homem de grandes valores, de amizade e também de fidelidade. Deixa um grande vazio” concluiu Cardia Lima ao LusoJornal.

Nos anos 70, José Pires fundou três grandes associações. Duas delas ainda existem hoje: Estrelas do Minho e Futebol de Vaulx. A associação Rio Lima veio a extinguir-se, mas ele logo recomeçou, agora com a denominação Rio Lima Alto Lima.

Na região de Vaulx-en-Velin, o folclore é a atividade principal das associações portuguesas e o que junta muita gente, e na maior parte oriundos da região do Minho.

Em paralelo, José Pires levou a sua vida profissional como responsável de equipa numa grande empresa afiliada aos PTT da região.

A sua última criação foi a Casa do Minho, que agora quer “ceder” devido à sua “idade avançada”, e a pequenos problemas de saúde que o levam a cessar toda a atividade no mundo associativo da Comunidade portuguesa em Lyon.

“Vou retirar-me no seio da família, e vou até à Suíça e Portugal, para descansar” diz José Pires ao LusoJornal. “Quem quiser continuar com a associação, eu deixo todo o material que a associação possui, e desejo-lhe boa sorte. Estarei só por perto, para o processo de geminação entre Ponte de Barca e Vaulx-en-Velin, que eu propus há dois anos à Maire de Vaulx, Hélène Geoffray”.

“José Pires faz parte daqueles Portugueses que, à sua maneira, também construíram a França e a Europa” disse Luís Câmara no seu discurso.

Foi no restaurante “Zé do Telhado”, em Villeurbanne, que José Pires organizou este almoço de “despedida”. Todos os presentes felicitaram-no pelo percurso de vida, e sobretudo pela sua implicação associativa.

 

 

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