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O Evangelho do próximo domingo, dia 28, apresenta-nos uma das profissões de fé mais claras e diretas que podemos encontrar nas páginas do Novo Testamento: «Sei quem Tu és: o Santo de Deus». E quem o diz? Surpresa das surpresas, um homem que a Bíblia descreve como um endemoninhado, uma pessoa possuída por «um espírito impuro».

Sabemos que no tempo de Jesus, todas as doenças (físicas e mentais) eram consideradas de origem “demoníaca”. Isto não significa que não hajam alguns casos (muito raros e muito delicados) que desafiam a ciência médica moderna e que podem levar a Igreja a considerar a presença real de uma influência demoníaca. Mas não nos é possível determinar a natureza do mal que afligia aquele homem e nem devemos deixar que esta questão nos distraia da catequese que o texto nos quer propor.

Com este episódio, aprendemos que qualquer pessoa (até um “demónio”…) pode reconhecer o Messias e anunciá-lo aos quatro ventos! Todavia, a verdadeira fé não se vê nas palavras bonitas ou nas declarações pomposas, mas sim, numa mudança profunda de vida e no abandono de egoísmos, invejas e ódios. Não basta um «começar a ir à igreja mais vezes…». O Evangelho diz-nos que foi precisamente na sinagoga que Jesus encontrou aquele homem. Talvez nem suspeitasse que era prisioneiro de um demónio: só a presença de Jesus foi capaz de revelar o engano e restituir-lhe a liberdade perdida. É por isso que vos repito: não basta uma mudança superficial. Não basta crer com palavras e dizer que somos cristãos: é preciso “viver a fé” e testemunhar o Evangelho com a própria vida.

 

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