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O antigo candidato à Presidência da República Portuguesa e antigo Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, vem para Paris para ser o próximo Embaixador de Portugal junto da Unesco.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva já tinha anunciado que ia nomear um Embaixador para a Unesco. Desde a passagem de Paulo Portas pelo MNE, o Embaixador de Portugal em França passou a ser também o Embaixador junto da Unesco. Foi o caso de Francisco Seixas da Costa e de Moraes Cabral.

O atual Embaixador de Portugal em Paris, recentemente chegado a França, apenas apresentou cartas credenciais a Emmanuel Macron, mas confirmou ao LusoJornal que já não assumiu a missão portuguesa na Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Tanto Seixas da Costa como Moraes Cabral queixavam-se do excesso de trabalho das duas missões, mas desde novembro do ano passado, Portugal foi eleito para o Conselho Executivo da Unesco, pelo que a carga de trabalho aumentou ainda mais. Portugal conquistou aliás uma das Vice-Presidências do Conselho Executivo. Vários diplomatas contactados pelo LusoJornal confirmam que não seria possível ao Embaixador em posto em Paris, acompanhar também todas as reuniões da Unesco.

Mas a escolha de Sampaio da Nóbrega traz uma novidade: o antigo Reitor da Universidade de Lisboa não é diplomata de carreira. Ora, desde 2011 que não havia Embaixadores políticos em atividade, desde a saída precisamente de Ferro Rodrigues da OCDE, também em Paris.

Pela OCDE já tinha passado Basílio Horta e pela Unesco tinha passado Manuel Maria Carrilho, mas desde então os Governos sucessivos deram prioridade ao corpo diplomático para ocupar todos os postos no estrangeiro. Desta vez Augusto Santos Silva volta a quebrar esta “regra” para nomear um não-diplomata para a missão de Portugal na Unesco.

O antigo Professor universitário que foi derrotado por Marcelo Rebelo de Sousa na última eleição presidencial francesa vai agora sentar-se à mesa do Conselho Executivo da Unesco, com 57 outros países, cargo que Portugal vai ocupar até 2021.

 

 

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