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O Partido Social Democrata (PSD) mostrou-se ontem “preocupado” pela ausência de políticas de apoio à diáspora portuguesa e lamentou que a “austeridade se mantenha” no Ministério dos Negócios Estrangeiros, impedindo o necessário aumento de respostas dos emigrantes.

A preocupação foi feita pelo Deputado social-democrata Carlos Gonçalves, numa sessão da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, destinada a analisar um requerimento do PSD sobre a rede consular, apoio à iniciativa empresarial, plataforma do ensino à distância e a situação dos portugueses residentes na Venezuela e Reino Unido.

“É uma área que tem sido desvalorizada no seio do MNE (Ministério dos Negócios Estrangeiros) e que, em termos orçamentais, é a grande penalizada de um Portugal que aparentemente distribui, mas que se está a esquecer de um setor fundamental”, sublinhou Carlos Gonçalves.

“Não há apoio aos empresários portugueses no estrangeiro, não há políticas para os jovens, os próprios Conselheiros das Comunidades não são atendidos, no Reino Unido o Conselho Consultivo de Londres ainda não reuniu e o país está numa situação difícil”, são alguns dos exemplos apontados pelo Deputado social-democrata.

Para Carlos Gonçalves, a “austeridade manteve-se” no MNE, pelo que, com ela, “não é muito fácil proceder a um aumento das respostas”, em que o Governo optou por avançar com “soluções mediáticas”.

Como exemplos, Carlos Gonçalves citou os casos do Espaço dos Cidadãos, “uma aposta perdida” face aos baixos números de utentes, e da Plataforma de Ensino à Distância, que, segundo a Deputada também social-democrata Paula Teixeira da Cruz, um ano após a inauguração – 07 de fevereiro de 2017 -, registou “apenas 578 utilizadores”.

“São formas de suprir a ausência de capacidade do ensino de Português no estrangeiro”, acrescentou Carlos Gonçalves, considerando que há “poucas respostas” do governo português.

“Estamos preocupados com alguns problemas em certas comunidades e com aquele que é o apoio de Portugal, através dos serviços consulares e queremos respostas. O Governo não nas deu”, concluiu.

 

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