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A nomeação do ex-Reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, para o cargo de Embaixador de Portugal junto da Unesco, em Paris, está a ser fortemente criticada pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses.

Portugal não tem atualmente nenhum Embaixador “político” em funções. Todos os postos estão a ser ocupados por Diplomatas de carreira, mas o Governo quer abrir uma exceção para o ex-Candidato a Presidente da República.

A Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses diz que tomou conhecimento da nomeação com “completa surpresa e estranheza” e explica em comunicado que “não se considera que o valor demonstrado pela diplomacia portuguesa, cujo mérito tem vindo a ser tão evidente em sucessos dos últimos anos, possa ser suspenso pela nomeação de um Embaixador político para um posto diplomático quando não há um excecionalismo de circunstâncias que o pudesse vir a tentar sustentar”.

Os Diplomatas dizem que a representação da República Portuguesa junto de outros Estados e Organizações Internacionais, através da sua Rede Externa de Embaixadas, Missões Permanentes e Postos Consulares, “deve assentar no exercício profissional do ofício diplomático, que se aprende e treina durante uma vida dedicada ao serviço público”.

Direção da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, “sem qualquer desconsideração pelo reconhecido mérito e experiência do Professor Sampaio da Nóvoa no ofício académico, nem pelo seu contributo para a causa pública e para a vida política nacional”, apela ao Governo para que “reconsidere a noticiada intenção de o nomear para o cargo de Representante Permanente de Portugal junto da Unesco”.

A Direção da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses é presidida pelo Embaixador Ramos Pinto.

 

 

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