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Lendo com atenção os quatro Evangelhos, encontramos vários episódios em que, após um milagre, Jesus recomenda silêncio a todos os que o presenciaram e pede que não divulguem o que aconteceu. É a situação que encontramos no Evangelho do próximo domingo, dia 11. O texto diz-nos que Jesus curou um leproso e que «advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: Não digas nada a ninguém». Estas palavras não podem deixar de nos surpreender.

Há dois mil anos atrás, sanar alguém da lepra era quase como ressuscitar um morto! O milagre realizado por Jesus é uma prova extraordinária, quase irrefutável, da sua potência e divindade. Então, porquê pedir discrição e silêncio? Não teria tido muitos mais seguidores se estes milagres tivessem sido explorados e publicitados ao máximo? Porquê todo este segredo?

Podemos dizer que se trata de uma questão de prudência e honestidade: Jesus Cristo não quer iludir o povo. Na Palestina ocupada pelo Império Romano, a “febre messiânica” assumia contornos profundamente políticos e nacionalistas. Jesus sabe que o seu messianismo não passa por um trono conquistado com a ajuda de poderes divinos (como sonhavam as multidões), mas pelo escândalo e sofrimento da cruz.

Para além do mais, Ele quer evitar que a atenção das pessoas recaia toda sobre os seus milagres e não sobre a sua mensagem. Os milagres de Jesus são sinais que revelam a Sua verdadeira identidade. São como um dedo que indica na direcção de uma estrela. Mas imaginem que tristeza se as pessoas se deixassem encantar pela imagem do dedo de quem aponta e nunca erguessem os olhos para o céu…

 

 

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