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Ontem, dia 9 de fevereiro, os Jogos Olímpicos de Inverno começaram, com a realização da cerimónia de abertura, na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul e Portugalparticipa com dois atletas: Kequyen Lam, no Ski Cross Country e o lusodescendente residente em França Arthur Hanse, na disciplina de Ski Alpino.

O esquiador Arthur Hanse vai representar pela segunda vez consecutiva Portugal em Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, naqueles que considera os “Jogos da maturidade”, com o objetivo de ficar entre os 50 primeiros.

Arthur Hanse, de 24 anos, vai disputar as provas de slalom gigante e slalom, em 18 e 22 de fevereiro, respetivamente, quatro anos depois de, na estreia olímpica, não ter terminado ambas as provas de esqui alpino.

Apesar de apontar como objetivo os 50 primeiros, o esquiador nascido em França e com pai leiriense sonha com o ‘top 30’, admitindo que em Sochi2014 “estava muito tenso” e sentiu “muita pressão”.

Agora diz ter ganhado experiência e estar mais preparado para a competição que se realiza na cidade sul-coreana de PyeongChang, até 25 de fevereiro. “Hoje tenho mais experiência, mais maturidade. Estes são os Jogos da maturidade. Durante quatro anos trabalhei arduamente para estar preparado. Os Jogos Olímpicos são o sonho de todos os desportistas e representar um país com os valores olímpicos é muito importante para mim”, disse o esquiador, em declarações à Lusa.

Embora saliente a imprevisibilidade dos resultados, estabeleceu as metas a atingir e prometeu dar o seu melhor. “Um ‘top 30’ é um sonho e um ‘top 50’ é a realidade. Mas nos Jogos Olímpicos tudo pode acontecer, o melhor e o pior. Então, estou a preparar-me mentalmente para dar o melhor de mim, e representar Portugal da melhor forma que as minhas capacidades permitirem”, frisou Arthur Hanse.

Em 2014, na Rússia, na sua primeira experiência olímpica, as coisas não correram como Artur Hanse imaginava. Enfrentou “condições de corrida ruins” e uma pista muito pisada, com muitos socalcos, que originou várias desistências.

Na altura, ao contrário do que aconteceu agora, não teve “tempo de preparação”, por isso assegurou sentir-se mais apoiado e parte para a Coreia do Sul com melhores perspetivas. “A Federação de Desportos de Inverno de Portugal e o Comité Olímpico de Portugal trabalharam em torno deste projeto e é importante sentir-me apoiado. Desejo fazer melhor do que na Rússia, terminar as corridas para entrar no ‘ranking’ e, claro, ter um bom desempenho”, sublinhou o esquiador.

Arthur Hanse diz sentir-se “orgulhoso e honrado” por poder, pela segunda vez, representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno e ter a oportunidade de mostrar o talento português. “Quero mostrar ao mundo que Portugal tem outros talentos desportivos além do futebol”, sublinhou Arthur Hanse, para quem o país pode ter atletas competitivos se lhes forem dados os meios para poderem evoluir.

 

Ganhar experiência

Uma vez mais sob a coordenação de Pedro Farromba, Presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, a missão lusa conta com dois atletas. “Esta é mais uma etapa naquilo que é a afirmação dos desportos de inverno em Portugal. Temos feito um longo caminho, muito assente no trabalho que temos feito com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Fruto desse trabalho conseguimos encontrar alguns atletas”, explicou o Chefe da missão lusa.

O sublinhado histórico da oitava presença portuguesa Jogos de inverno foi enfatizado pelo dirigente, que vincou que a ideia de “ganhar experiência” é a principal meta para os dois atletas. Por isso, confessou aos jornalistas que só no futuro será possível sonhar com medalhas portuguesas nesta competição.

“Nestes Jogos, dificilmente. No futuro? Acredito que sim. Acredito que nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno podemos começar a olhar com um otimismo muito menos moderado do que aquele que hoje temos para as medalhas”, referiu, acrescentando que um cenário de preparação com quatro anos em vez dos cerca de oito meses desde que receberam apoios pode fazer a diferença.

Além de Hanse, Portugal vai estar representado em PyeongChang2018 por Kequyen Lam, lusodescendente do Canadá, na prova de 15 quilómetros de esqui de fundo, no dia 16.

 

 

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