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Terminou o carnaval e entrámos na Quaresma, o período, tal como o próprio nome sugere, dos quarenta dias que antecedem e preparam a Páscoa. O número quarenta não foi escolhido por acaso e não se explica apenas com esta referência, que encontramos no Evangelho do próximo domingo: «Jesus esteve no deserto quarenta dias». Na Bíblia, este número aparece muitas vezes, sempre carregado de simbolismo e associado a momentos excecionais de purificação e preparação para uma nova vida. Podemos recordar por exemplo, os quarenta dias do dilúvio universal, os quarentas dias que Moisés passou no monte Sinai, ou os quarenta anos que o povo de Israel caminhou no deserto. O perigo que corremos hoje é que, no período da Quaresma, abandonadas as máscaras que alegraram o nosso carnaval, coloquemos uma outra máscara que disfarça a nossa realidade pessoal: a máscara do penitente.

Quaresma é tempo de verdade! Tempo de reconhecer quem somos e o que estamos a fazer com a nossa vida. Não servem falsas tristezas ou renúncias inúteis. Renúncias que esquecemos e abandonamos assim que chega o Domingo de Páscoa… (Serviram a alguma coisa?)

Quaresma é o momento da “ascese”, que em grego significa “treino”. É o momento da preparação para o encontro com o Senhor e do início de um novo estilo de vida. Não precisamos de inventar estéreis sacrifícios e sobrecarregar de tristezas um cristianismo já tão tristemente corrompido e falsificado. O que precisamos é de uma fé corajosa, capaz de decidir mudanças, que se treinam durante 40 dias, mas que depois duram para a vida inteira. Boa Quaresma!

 

 

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