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Uma delegação de militantes do PSD em França participou este fim de semana no 37º Congresso Nacional do PSD, em Lisboa, que formalizou a eleição de Rui Rio para Presidente do partido.

As Secções do PSD em França levaram quatro Delegados ao Congresso: Carlos Gonçalves e Paulo Marques da Secção do PSD/Paris, Isabel de Sousa Cardoso do PSD/Strasbourg e Alexandra Custódio do PSD/Lyon.

Mas vários militantes destas trpes secções estiveram no Congresso com o estatuto de “Observadores”, como foi o caso de David Gomes (Orléans), Joaquim Morais, José Sarmento Lameirão e Henrique Almeida (Paris), António Capela (Toulouse), Rui Ribeiro Barata e Dolores Cardoso (Strasbourg).

O Congresso terminou este domingo com Rui Rio, e o seu adversário, Santana Lopes (que venceu nas Secções em França) a ensaiarem uma estratégia de unidade, “ensombrada” pelo discurso de Luís Montenegro, potencial candidato no futuro.

Um mês depois das eleições diretas, que ganhou com 54% dos votos, Rui Rio chegou ao Centro de Congressos de Lisboa com um pré-acordo com Santana Lopes e deixou para sábado a surpresa e a polémica: a escolha para uma das vice-Presidências de Elina Fraga, a ex-Bastonária dos Advogados que atacou o Governo PSD de Passos Coelho com um processo devido ao mapa judiciário, em 2014.

Uma escolha incómoda para quem pertenceu às Direções e ao Governo de Pedro Passos Coelho, e que levou muitos Delegados a vaiar Elina Fraga no momento em que foi chamada ao palco na sessão de encerramento.

À direção do PSD regressam agora vários ex-Ministros, como David Justino, que teve a pasta da Educação com Durão Barroso e foi consultor de Cavaco Silva, na Presidência da República, e Nuno Morais Sarmento, ex-número dois de Durão Barroso no PSD e no Governo.

Outra das surpresas foi a escolha de Isabel Meireles, advogada, especialista em Assuntos Europeus e ex-candidata do PSD à câmara de Oeiras.

No último Congresso do PSD, Carlos Gonçalves também tinha subido ao palco, escolhido para Coordenador para a área das Comunidades na Direção do Partido, mas desta vez, tal não aconteceu. Esta função não é estatutária, e não se conhece, por enquanto, a decisão de Rui Rui. Nem se sabe se vai manter esta função, nem, em caso afirmativo, quem vai convidar.

No Conselho Nacional, Rui Rio ficou sem maioria (teve 34 em 70 eleitos), face às sete listas apresentadas, incluindo por distritais descontentes com a falta de representatividade regional na lista de unidade, de Rui Rio e Santana Lopes.

Rui Rio viu ainda a sua Direção ser aprovada por 64,7% dos votos, o pior resultado desde 2007, com a Comissão Política Nacional de Luís Filipe Menezes.

As Secções das Comunidades elegem, entre elas, quatro membros para o Conselho Nacional: Carlos Gonçalves (França), Custódio Portásio (Luxemburgo), Carlos Páscoa (Brasil) e Maria João Ávila (Estados Unidos).

Sem maioria fica também no Conselho de Jurisdição Nacional, agora presidido por Nunes Liberato, ex-Secretário-geral do PSD e Chefe da Casa Civil da Presidência, com Cavaco Silva.

De Santana Lopes, Rui Rio ouviu palavras de apoio no esforço pela “unidade e convergência” que, disse, nem sempre os seus apoiantes deram ao anterior presidente, Pedro Passos Coelho.

A fugir ao consenso, Luís Montenegro, o ex-líder parlamentar que ponderou candidatar-se nas diretas, prometeu não ser oposição a Rui Rio, mas fez-lhe críticas, pelas hesitações do ex-autarca do Porto em concorrer, às legislativas ou às presidenciais.

Dos discursos que Rui Rio fez ao Congresso, um a abrir e outro a fechar, há a reter uma clarificação quanto ao “não” a um Bloco Central e um desafio ao Governo para uma reforma na Segurança Social.

Na sua intervenção final, defendeu debates alargados no país sobre descentralização e a reforma do sistema da Segurança Social, embora sem apontar propostas concretas.

Considerando que a atual solução governativa, apoiada à Esquerda, condiciona o Governo e torna-o incapaz de gerar mais crescimento económico e de ter “o futuro como prioridade nacional”, Rui Rio apontou o fortalecimento da classe média como “o principal foco de ação” de um Partido social-democrata, a par do combate à pobreza.

Pedro Passos Coelho, que se apresenta agora como “um soldado” do “exército” social-democrata, abandonou a liderança oito anos depois de chegar à sede da São Caetano à Lapa, aplaudido e saudado por Rui Rio e muitos Delegados.

 

Com Lusa

 

 

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