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A dança contemporânea portuguesa vai estar em destaque a partir de hoje e até sábado, na 7ª edição do DañsFabrik – Festival de Dança de Brest.

O Diretor do Teatro Muncipal do Porto, Tiago Guedes, foi o «curador-artista» escolhido para apresentar a cena coreográfica portuguesa e selecionou Vera Mantero, Cláudia Dias, Marco da Silva Ferreira, Jonathan Uliel Saldanha e Ana Rita Teodoro.

Nadège Loir, Codiretora artística do DañsFabrik, disse à Lusa que a ideia surgiu «há dois, três anos», fruto do trabalho com os artistas portugueses que já participaram no festival e porque «há qualquer coisa de muito interessante a acontecer na cena contemporânea da dança em Portugal».

«Há uma espécie de vitalidade que abarca tanto as antigas como as novas gerações. Pedimos ao Tiago o seu olhar sobre a dança portuguesa e para nos apresentar um painel dos artistas que lhe pareciam interessantes e audaciosos hoje em dia», explicou.

A parte portuguesa do programa, intitulada «Uma viagem sonora pelo corpo», é orientada por «três preocupações da dança no Portugal de hoje», nomeadamente «a relação com a palavra, com os arquivos e com a memória», temas presentes nas «figuras da nova geração de coreógrafos portugueses» escolhidas por Tiago Guedes.

 

Cláudia Dias

De 14 a 16 de março, no espaço Quartz, Cláudia Dias vai apresentar «Terça-feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar», descrita, no programa, como «uma viagem geopolítica que segue os fluxos migratórios e as suas brutais consequências».

 

Ana Rita Teodoro

A coreógrafa Ana Rita Teodoro vai levar a performance a solo «MelTe», a 15 de março, para o espaço Quartz, «um projeto que estuda a possibilidade de um corpo que se funde, um trabalho sobre a anatomia e sobre o facto de se transformar num outro corpo».

A 16 e 17 de março, Ana Rita Teodoro apresenta, ainda, o espetáculo «Assombro», também no espaço Quartz, um trabalho descrito como «uma série de quadros vivos» em que se tenta «compreender, pela dança e pelas canções tradicionais portuguesas, os fantasmas que assombram hoje».

 

Vera Mantero

A 16 de março, no mesmo espaço cultural, a coreógrafa Vera Mantero vai apresentar «Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional», que se debruça sobre a «desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve» e que cruza «as suas próprias recolhas vídeo com as recolhas em filme de Michel Giacometti, sobretudo aquelas feitas em torno das canções de trabalho».

 

Marco da Silva Ferreira

A 17 de março, Marco da Silva Ferreira apresenta «Brother», no espaço Quartz, «uma dança tribal e urbana» que é descrita como «um condensado de humanidade, uma tentativa de esforço comum, um mimetismo constante entre os intérpretes».

 

Jonathan Uliel Saldanha

Durante o festival e até 28 de abril, o construtor sonoro e cénico Jonathan Uliel Saldanha vai apresentar a instalação vídeo «Vocoder & Camouflage: Tactics Of decay», no Centro de Arte Contemporânea La Passerelle.

 

DJ José Reis

A 16 de março, a festa de encerramento vai ser animada pelo DJ português José Reis, no Cabaré Vauban.

No último dia do festival, a 17 de março, há um «encontro-conversa» entre o público, Tiago Guedes e os outros artistas portugueses convidados.

 

 

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