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Especialista das relações luso-francesas, com trabalho realizado nas áreas do exílio, emigração e oposição ao Estado Novo nos anos 30, Cristina Clímaco é maître de conférence e investigadora na Universidade de Paris 8 – Vincennes – Saint-Denis.

O livro “Republicanos, anarquistas e comunistas no exílio (1927-1936)”, publicado pelas Edições Colibri em 2017, é a versão adaptada da tese de doutoramento defendida por Cristina Clímaco em 1998 na Unversidade de Paris 7 Diderot. Pelo imenso trabalho de pesquisa realizado e pelo interesse da obra, a autora foi galardoada, em 1999, com o Prémo de História Contemporânea da Fundação Mário Soares. O texto inclui os volumes 1 e 2 da dissertação original, relativos ao período de 1927 a 1936, “ficando para uma outra oportunidade” – afirma Cristina Clímaco – a publicação do volume 3, correspondente ao exílio durante a guerra de Espanha e inícios de 2a Guerra Mundial.

A rebelião militar de fevereiro de 1927 (tentativa de derrube da ditadura militar instaurada na sequência do Golpe de 28 de maio de 1926) marca o início de um longo movimento de exílio ao qual só a Revolução de 25 de abril de 1974 porá termo. O presente trabalho académico contém duas grandes partes: o exílio republicano em França (1927-1931) – conhecido pela expressão “período francês” – e o exílio (republicano, anarquista e comunista) em Espanha (1931-1936), assim como uma riquíssima bibliografia, gráficos e mapas. “O exílio português – comenta Cristina Clímaco no preâmbulo – até agora esquecido da historiografia sobre as migrações políticas, integra-se perfeitamente no contexto europeu do período entre a duas guerras, e em especial na história das oposições aos regimes autoritários”. Ainda nesta parte introdutória, a autora precisa: “Os republicanos são, entre 1927 e 1940, em termos numéricos, o grupo melhor representado no exílio, situando-se depois os anarquistas e, por fim, os comunistas, quadro que reproduz, no exterior, a situação verificada no interior de Portugal”.

 

 

 

 

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