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Lyon: Vasco Lourenço e Mário Máximo juntos numa conferência no ILCP

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos

No passado dia 7 de abril, sábado, o Instituto de Língua e Cultura Portuguesa (ILCP) de Lyon organizou na sua sala de conferências, um encontro com o Coronel Vasco Lourenço e o poeta e escritor Mário Máximo.

Neste dia, a conferência teve como tema o 25 de Abril de 1974.

Na sua intervenção, Mário Máximo falou da sua obra e leu vários poemas da sua autoria, onde a palavra liberdade estava em foco. Apresentou o seu último livro «Hiterenómio de Camões» onde faz viver Luís de Camões. Falou dos seus poemas e também fez declamações de poemas do seu livro «Poemas Escolhidos», com trinta anos de poesia.

«Estou muito contente por estar de novo no ILCP. É sempre uma grande alegria vir a Lyon e encontrar os meus amigos leitores entre outros» disse ao LusoJornal Mário Máximo.

Por sua vez, o Coronel Vasco Lourenço, na sua intervenção que durou mais de duas horas, respondeu a múltiplas perguntas feitas pelo público numeroso, composto por alunos e convidados do ILCP.

Durante o debate revelou ao público presente pequenas histórias da sua vida e também dos dias antes do glorioso 25 de Abril, como foi planeado o Golpe de Estado e os diferentes atores da Revolução de Abril.

«A certa altura, quando estava na Guiné-Bissau, concluí que essa guerra não era minha. A partir daí eu fiz o que se chama a conspiração com os meus amigos Capitães do quadro permanente. De mês em mês, prepáramos tudo o que nos levou ao dia 25 de Abril e que foi concretizado. Eu estava em Angra de Heroísmo na madrugada do Golpe, mas em sintonia com Lisboa. Tinha sido destacado para os Açores uns dias antes, ainda tentei recusar, mas como soldado, obedeci» disse no seu discurso Vasco Lourenço. «Foram momentos da minha vida onde tive orgulho em servir o Povo português e assim de conquistarmos a liberdade e derrubarmos a ditadura que nos governava».

«O Capitão Salgueiro Maia foi o homem que esteve no dia e no momento certo e assim esteve em todos os palcos de ação mais mediatizada nesse dia. Mas todos nós, claro, fomos os atores deste grande dia que nunca esquecerei» disse o atual Presidente da Associação 25 de Abril. «A nossa associação vive para salvaguardar os valores de Abril e também a lembrança. É por isso que hoje estou aqui e com prazer de vos encontrar e testemunhar. Trouxe também comigo uma exposição fotográfica desses momentos, pertencente à Associação» concluiu Vasco Lourenço no ILCP.

«Tivemos longos momentos de negociações para que esta dupla estivesse hoje aqui, mas conseguimos e estou muito contente com o que aconteceu» disse ao LusoJorna Maria Rosa Fréjaville, a Diretora pedagógica do ILCP ao LusoJornal.

 

 

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