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Psicóloga portuguesa com permanências em Osséja e Toulouse

LusoJornal / Manuel André LusoJornal / Manuel André LusoJornal / Manuel André

Maria do Céu Alves, psicóloga na Clínica Sensévia em Osséja – aldeia localizada no departamento dos Pirinéus Orientais, na região da Occitanie – e autora do livro, «La vision du monde sexuée chez Agustina Bessa-Luis», editado pelas edições L’Harmattan em 2017, não esquece as suas raízes madeirenses, e é colaboradora da revista Islenha na qual já publicou uma temática sobre o romance «Os Super-homens», uma síntese sob o título «Sexualidade, Identidade e Escrita em Os Super-homens», baseado na obra da conceituada romancista portuguesa.

Com participação ativa em várias associações toulousaines, entre as quais Médecins du Monde, Action Ethique Citoyenne e Amnesty International, Maria do Céu, quis ir mais longe e propõe consultas de apoio psicológico em língua portuguesa.

 

Juntamente com os seus colegas da Clínica Sensévia esteve na origem da primeira exposição dedicada à Arte-terapia. Vai haver uma continuidade?

Foi uma experiência bastante positiva para o diretor, psiquiatras e psicólogos da Clínica, bem assimilada pelos pacientes com transtornos psiquiátricos e psicológicos, portanto este ano estamos a preparar para o mês de setembro, uma segunda exposição, sobre os temas «Émotion 4 saisons» e «Le bien et le mal», procurando pela mesma ocasião um artista que possa colaborar benevolamente no projeto.

 

Psicóloga Clínica, arteterapeuta, a literatura também faz parte do seu currículo. Continua a escrever?

Sim. Brevemente uma editora em Portugal vai publicar os meus primeiros poemas, não todos, mas já é um bom início. Além disso estou a terminar a redação de um artigo sobre a exposição «Le Regard», que teve lugar em Osséja no mês de julho de 2017, e que vai ser publicado na próxima edição da revista madeirense Islenha.

 

O que a motivou a propor consultas de apoio psicológico em língua portuguesa?

No prolongamento da minha prática profissional como psicóloga, tirei um curso em hipnose médica e um outro em psicologia energética, técnica de liberação emocional, que permite ajudar as pessoas confrontadas com problemas de ansiedades, fobias, stress pós-traumático, depressão e adições. Já exerço como liberal em Osséja – perto de Perpignan – e para ser coerente na abordagem onde integro a minha língua materna e as minhas referências culturais, achei que era o momento certo para ajudar os Portugueses. Nesse sentido, disponho também de uma permanência em Toulouse, na sexta-feira à tarde e ao sábado de manhã.

 

Acha que os Portugueses podem ser recetivos a uma psicoterapia?

Não é fácil para ninguém. Chegar à primeira sessão é sempre o que custa mais. Na minha experiência através da vida associativa sou cada vez mais confrontada com situações sócias difíceis, não só com adultos, mas também com crianças e adolescentes. Penso por exemplo nos recém-chegados, ter um terapeuta que fala português pode ser interessante, embora a terapia também possa ser feita em francês. Burnout, já não é uma palavra estranha para ninguém. Psicologia, terapia, estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia. Já não é algo de estranho e de completamente desconhecido, nem somente associado a «desequilibrados». O psicólogo é como um organizador do estado interior dos seres humanos, alguém que pode compreender as maiores dificuldades da pessoa e estimular as suas qualidades.

 

Para mais informações:

Maria do Céu Alves

Psicóloga

06.52.81.36.99

alvesmariadoceu@gmail.com

 

 

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